“Aquí en el Leprosería tuvimos una profesión”: narrativas que entrelazan educación, civilización y las experiencias con la enfermedad
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Resumen
Este artículo analiza las narrativas de personas que vivieron el aislamiento compulsorio en el leprosario Antônio Aleixo, en Manaus/AM, entre 1942 y 1978, centrándose en las experiencias de escolarización básica y de educación profesional en ese contexto. Se parte del problema histórico de la estigmatización asociada a la hanseniasis y de sus efectos en la organización social de la Colonia, comprendida como una figuración social marcada por relaciones de interdependencia, control y adaptación, a la luz de Norbert Elias (1990; 1994). Metodológicamente, la investigación se fundamenta en entrevistas narrativas realizadas a 24 exinternos, seleccionados por indicación comunitaria, cuyos relatos fueron analizados mediante procedimientos de análisis temático. Los resultados indican que la escolarización desempeñó simultáneamente funciones de sociabilidad, disciplinamiento y formación para el trabajo, revelando aspectos relacionales entre la inclusión educativa y los mecanismos institucionales de regulación de las conductas. La educación profesional, organizada mayoritariamente en cursos de cualificación de corta duración no estructurantes, se configuró tanto como una posibilidad de inserción social como una estrategia de organización productiva y moral de los internos. El estudio contribuye a la historia social de la educación profesional al evidenciar cómo las prácticas educativas en contextos de aislamiento produjeron formas específicas de subjetivación, trabajo y pertenencia social.
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