Francisco Alves da Silva Castilho: um professor na invenção da Escola Brasileira oitocentista

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Angélica Borges
http://orcid.org/0000-0003-0207-943X
Giselle Baptista Teixeira
http://orcid.org/0000-0001-7264-2908

Resumo

Neste artigo analisamos aspectos da trajetória de um professor público primário da Corte, Francisco Alves da Silva Castilho, que lecionou por aproximadamente 38 anos (1849-1887), com intuito de propiciar uma reflexão acerca dos diferentes papéis desempenhados pela docência na invenção da “Escola brasileira” Oitocentista e do próprio magistério. Castilho tornou-se autor de livros, escreveu em periódicos, participou de Conferências Pedagógicas e de associações que indicam diferentes modos de inserção na sociedade. O estudo usa as contribuições de Antonio Nóvoa, Escolano Benito e Edward Thompson no que se refere ao processo de profissionalização docente; à configuração da história escolar e do magistério; e ao conceito de experiência, para se pensar a constituição da trajetória docente. A investigação utilizou documentos manuscritos do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, relatórios da Inspetoria Geral de Instrução, manuais escolares e periódicos localizados na Biblioteca Nacional.

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Como Citar
Borges, A. ., & Teixeira, G. B. . (2020). Francisco Alves da Silva Castilho: um professor na invenção da Escola Brasileira oitocentista. Cadernos De História Da Educação, 20(Contínua), e002. https://doi.org/10.14393/che-v20-2021-2
Seção
Artigos
Biografia do Autor

Angélica Borges, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Brasil)

http://orcid.org/0000-0003-0207-943X
http://lattes.cnpq.br/8302434402212876
angelicaborgesrj@gmail.com

Giselle Baptista Teixeira, Prefeitura Municipal de Duque de Caxias (Brasil)

http://orcid.org/0000-0001-7264-2908
http://lattes.cnpq.br/3077160513014383
gizt2000@yahoo.com.br

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