A Deusa Asherah nas linhas e entrelinhas da Bíblia Hebraica

uma análise da política de memória em perspectiva de gênero na narrativa bíblica

Autores

  • Sue'Hellen Monteiro de Matos EIG

DOI:

https://doi.org/10.14393/bd65md07

Resumo

Considerando a vasta evidência arqueológica acerca da crença e do culto à Deusa Asherah, o presente artigo objetiva discutir a política de memória em perspectiva de gênero empregada na narrativa bíblica quando se trata da Deusa, sejam as menções pejorativas, não nomeadas e até mesmo a própria masculinização do símbolo da Deusa. Tal discussão é realizada a partir dos pressupostos teóricos de Paul Ricoeur sobre política de memória e de Elisabeth Schüssler Fiorenza acerca da hermenêutica da suspeita e da relembrança. Conclui-se que há uma política de memória de gênero utilizada pelos redatores bíblicos, a qual apaga a memória da Deusa Asherah e a desassocia de YHWH, bem como elabora-se uma nova política de memória: Asherah era uma divindade cultuada em Israel e Judá, inclusive ao lado de YHWH, como casal divino, em Jerusalém.

Biografia do Autor

  • Sue'Hellen Monteiro de Matos, EIG

    Doutora e Mestra em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Membro do Grupo de Pesquisa Arqueologia do Antigo Oriente da PUC-PR. Associada da ABIB - Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica. Educadora Social na Associação Mulheres EIG - Evangélicas pela Igualdade de Gênero. 

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Publicado

12-07-2026

Edição

Seção

Dossiê - Quando a mulher era Deus: o sagrado e o feminino na Antiguidade

Como Citar

A Deusa Asherah nas linhas e entrelinhas da Bíblia Hebraica: uma análise da política de memória em perspectiva de gênero na narrativa bíblica. (2026). Cadernos De Pesquisa Do CDHIS, 39(1), 117-143. https://doi.org/10.14393/bd65md07