Cibele, a Magna Mater de Roma

os vários atributos de uma deusa-mãe no contexto do Império Romano

Autores

  • Semíramis Corsi Silva UFU

DOI:

https://doi.org/10.14393/2nrq8511

Resumo

Neste artigo, viso apontar elementos centrais do culto de Cibele, a Magna Mater do Império Romano, destacando a amplitude de seus domínios, que a configuraram como uma deusa-mãe por excelência no contexto romano. Parto da ideia de que a deusa-mãe na Antiguidade incorporava um conjunto amplo e multifacetado de atributos. No caso de Cibele, tais atributos incluíam a fertilidade, frequentemente associada à maternidade e ao feminino em leituras modernas sobre as deusas antigas, mas também abrangiam a saúde, os ciclos da natureza, a proteção, a cura, a salvação, a ordem cósmica, a maldição, a expressão da autoridade e da identidade coletiva de Roma, etc. Ademais, ao analisar tanto as práticas devocionais cotidianas quanto aquelas marcadas por intensa carga emocional, como o taurobólio, torna-se possível problematizar as representações literárias greco-romanas que retratam os ritos dos sacerdotes castrados de Cibele, os galli, como tendo um caráter orgiástico e excessivo.

Biografia do Autor

  • Semíramis Corsi Silva, UFU

    Professora Associada do Instituto de História da Universidade Federal de Uberlândia - UFU e do Programa de Pós-graduação em História da Universidade Federal de Santa Maria - UFSM. Possui Doutorado (2014), Mestrado (2006) e Graduação (2003) em História pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - UNESP/Franca. Foi bolsista CAPES durante o mestrado e o doutorado. Realizou estágio de doutorado na Universidad de Salamanca, Espanha, sob supervisão da Profa. Dra. María José Hidalgo de la Vega (com bolsa do Programa de doutorado sanduíche no exterior - PDSE, CAPES). Também realizou estágio de pesquisa na École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris - EHESS - Centre ANHIMA, sob a supervisão do Prof. Dr. Jean-Michel Carrié. Pesquisadora do Laboratório de Estudos sobre o Império Romano (LEIR/USP), do Grupo do Laboratório de Estudos sobre o Império Romano (G.LEIR - UNESP/Franca), do Núcleo de Estudos Antigos e Medievais (NEAM/UNESP), do ATRIVM - Espaço Interdisciplinar de Estudos da Antiguidade (ATRIVM-UFMS), do Grupo de Trabalho História Antiga da Associação Nacional de História - Seção Rio Grande do Sul, ANPUH/RS e pesquisadora e coordenadora do Grupo de Estudos sobre o Mundo Antigo Mediterrânico (GEMAM). Membro da Asociación ARYS - Antigüedad, Religiones y Sociedades (Espanha), do Messalinas - Grupo de Estudos sobre Gênero e Sexualidade na Antiguidade, da Sociedade Brasileira de Retórica (SBR) e da Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos (SBEC). É Editora associada (área de História Antiga) da Revista Archai e Membro do Conselho de redação da Revista Arys (Espanha). Atualmente desenvolve pesquisa sobre o governo e as representações negativas do imperador Heliogábalo (218-222) e temas que interseccionam religiosidade e gênero no contexto imperial romano. Possui experiência na área de História, com ênfase em História Antiga, pesquisando principalmente os seguintes temas: Magia, Religiosidades e Poder no Império Romano; Identidades, barbaridades, fronteiras e integração no Império Romano; Usos dos prazeres, Gênero e Poder no Império Romano; Heliogábalo e a Dinastia dos Severos, Deusa Cibele (Magna Mater) e os galli.

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Publicado

13-07-2026

Edição

Seção

Dossiê - Quando a mulher era Deus: o sagrado e o feminino na Antiguidade

Como Citar

Cibele, a Magna Mater de Roma: os vários atributos de uma deusa-mãe no contexto do Império Romano. (2026). Cadernos De Pesquisa Do CDHIS, 39(1), 303-343. https://doi.org/10.14393/2nrq8511