Castigo e redenção

o poder das deusas e o homoerotismo feminino nas Metamorfoses de Ovídio

Autores

  • Victoria Lacerda de Lima Universidade Federal de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.14393/2bjmh571

Resumo

O artigo analisa o poder das deusas femininas nas Metamorfoses de Ovídio, com foco nos contos de Calisto e Ífis, investigando como o sagrado feminino se manifesta por meio da intervenção divina sobre o corpo e a sexualidade das personagens. No mito de Calisto, Diana e Juno atuam como agentes de controle e punição, disciplinando o corpo feminino e reafirmando a ordem moral e religiosa. No mito de Ífis, a deusa Ísis exerce um poder transformador e redentor, intervindo no corpo da protagonista para resolver um impasse social, ainda que essa transformação possa ser compreendida como violência simbólica. A análise visa compreender como o feminino divino opera simultaneamente como força disciplinadora e transformadora, assim como, as tensões entre sagrado, corpo e sexualidade na Antiguidade romana.

Biografia do Autor

  • Victoria Lacerda de Lima, Universidade Federal de São Paulo

    Dados da autora: Victoria Lacerda de Lima

    Doutoranda   em   História pela Universidade   Federal de São Paulo (UNIFESP). Programa de Pós-graduação em História.  E-mail: victoria.lacerda@unifesp.br. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/5276686908441501 ORCID: https://orcid.org/0000-0003-2296-8939.

Downloads

Publicado

13-07-2026

Edição

Seção

Dossiê - Quando a mulher era Deus: o sagrado e o feminino na Antiguidade

Como Citar

Castigo e redenção: o poder das deusas e o homoerotismo feminino nas Metamorfoses de Ovídio. (2026). Cadernos De Pesquisa Do CDHIS, 39(1), 374-393. https://doi.org/10.14393/2bjmh571