O cheiro do porão

segregação e crise habitacional no filme Parasita (2019)

Autores

  • Silvia Cristina Lambert Siriani Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de São Paulo (USP)

DOI:

https://doi.org/10.14393/w42k5c06

Resumo

Este trabalho analisa o problema da crise habitacional na cidade de Seul pela perspectiva crítica representada na obra cinematográfica de Bong Joon-Ho, Parasita (2019), atentando para as péssimas condições vivenciadas por aproximadamente 5% da população, que ocupa porões insalubres, conhecidos por banjiha, ficando expostas a doenças e vulneráveis a tragédias como a enchente de agosto de 2022, que destruiu milhares de habitações e deixou um saldo de 13 mortos. A precariedade das políticas de habitação social é responsável por uma luta constante por espaços na cidade, levando à alta nos valores dos aluguéis e a um processo de financeirização que coloca em xeque o direito à moradia, sobrepujado pelo capitalismo rentista.

PALAVRAS-CHAVE: Habitação, Porões, Seul, Cinema, Bong Joon-Ho

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Publicado

12-02-2026

Edição

Seção

Dossiê Fontes “alternativas” da cultura da mídia e História: usos e interpretações

Como Citar

O cheiro do porão: segregação e crise habitacional no filme Parasita (2019). (2026). Cadernos De Pesquisa Do CDHIS, 38(2), 115-146. https://doi.org/10.14393/w42k5c06