Para afastar Lamashtu

encantamentos, magia e religião na Antiga Mesopotâmia

Autores

  • Simone Silva da Silva UFRGS

DOI:

https://doi.org/10.14393/3xs7pd84

Resumo

O presente artigo analisa as representações do feminino no universo mágico-religioso da antiga Mesopotâmia a partir das figuras de Lamashtu e Gula. Enquanto Lamashtu é uma figura associada ao caos, à doença e à morte, especialmente de recém-nascidos, a deusa Gula ocupava a posição central como divindade da cura e da ordem. A partir da análise de fontes textuais — com destaque para a literatura acadiana — e da cultura material, com a análise placas e iconografia encontrada na Mesopotâmia, o estudo busca compreender como essas entidades expressam a ambivalência do feminino no sagrado, com ênfase nas práticas de encantamento e proteção. Argumenta-se que tais figuras refletem ansiedades sociais relacionadas à maternidade, à doença e à vulnerabilidade da vida, ao mesmo tempo em que evidenciam a presença e protagonismo do feminino nos sistemas religiosos da Antiga Mesopotâmia.


PALAVRAS-CHAVE: feminino; Mesopotâmia; magia; religião; cura

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Publicado

12-07-2026

Edição

Seção

Dossiê - Quando a mulher era Deus: o sagrado e o feminino na Antiguidade

Como Citar

Para afastar Lamashtu: encantamentos, magia e religião na Antiga Mesopotâmia. (2026). Cadernos De Pesquisa Do CDHIS, 39(1), 30-43. https://doi.org/10.14393/3xs7pd84