O cheiro do porão
segregação e crise habitacional no filme Parasita (2019)
DOI:
https://doi.org/10.14393/w42k5c06Resumo
Este trabalho analisa o problema da crise habitacional na cidade de Seul pela perspectiva crítica representada na obra cinematográfica de Bong Joon-Ho, Parasita (2019), atentando para as péssimas condições vivenciadas por aproximadamente 5% da população, que ocupa porões insalubres, conhecidos por banjiha, ficando expostas a doenças e vulneráveis a tragédias como a enchente de agosto de 2022, que destruiu milhares de habitações e deixou um saldo de 13 mortos. A precariedade das políticas de habitação social é responsável por uma luta constante por espaços na cidade, levando à alta nos valores dos aluguéis e a um processo de financeirização que coloca em xeque o direito à moradia, sobrepujado pelo capitalismo rentista.
PALAVRAS-CHAVE: Habitação, Porões, Seul, Cinema, Bong Joon-Ho