Escavações do dizível em notícias sobre mortes de travestis
DOI:
https://doi.org/10.14393/HTP-v8n1-2026-79569Palabras clave:
Mortes, Travestis, Discurso, NotíciasResumen
O objetivo deste artigo é analisar o sistema de enunciabilidade que constrói corpos matáveis em um jornal que tematiza o assassinato de pessoas LGBTI+, especificamente travestis, no Maranhão, investigando as condições de possibilidades de emergência, os regimes de verdade e os dispositivos de saber-poder, conforme proposto por Michel Foucault (2012). Trata-se de uma reflexão sobre as formas como esses corpos são narrados, (in)visibilizados ou interditados. Considera-se que o discurso não é reflexo de uma realidade pré-existente (Foucault, 1999a), mas uma prática social regulada por saberes, instituições e dispositivos de saber-poder. A abordagem metodológica que sustenta a pesquisa situa-se na confluência entre a arqueologia e a genealogia foucaultianas (Neves; Gregolin, 2021). O procedimento metodológico consiste na seleção de oito títulos de notícias de um jornal local do estado maranhense. Conclui-se que o jornalismo, enquanto operador de visibilidade e de verdade, participa ativamente da construção da fronteira entre o que deve ser lembrado e o que deve ser descartado; entre o corpo que se perde e o corpo que nunca importou.
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