Discursos, poderes e resistências
uma análise arquegenealógica do escudo da seleção brasileira de futebol feminino
DOI:
https://doi.org/10.14393/HTP-v8n1-2026-79560Palabras clave:
Discursos, Futebol de mulheres, Poderes, ResistênciasResumen
O presente artigo propõe investigar a emergência de um novo escudo para a seleção brasileira de futebol feminino, compreendendo-o como um acontecimento discursivo a partir da perspectiva desenvolvida pelos Estudos Discursivos Foucaultianos. Busca-se evidenciar como condições históricas específicas autorizam a produção de um escudo sem estrelas para essa modalidade esportiva e como essa produção discursiva se caracteriza como uma prática de resistência de atletas que visam promover a existência de uma modalidade própria. Para tanto, a pesquisa discute as relações de saber-poder que, ao longo da história do Brasil, consolidaram a ideia de um futebol hegemônico na medida em que invalidavam o funcionamento dos diversos futebóis, dentre eles, o futebol de mulheres. Além disso, exploramos como esse exercício de poder faz eclodir práticas de resistência que produzem novos discursos e consolidam novos saberes. A partir da análise de enunciados divulgados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em seu perfil no Instagram, buscamos evidenciar como a adoção desse novo escudo se configura como uma (des)continuidade histórica que marca as disputas em torno do futebol no Brasil.
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