Counter-colonization and knowledges of self
an analysis of audiovisual productions of indigenous resistance
DOI:
https://doi.org/10.14393/HTP-v8n1-2026-79579Keywords:
Indigenous epistemes, Discourse, Memory, ResistanceAbstract
This is a reflection made of fragments to question colonial research methods, and a strategy of thought that is in elaboration, questioning ethnocentric modes of taking other peoples as object of inquire. Our purpose is to approach images and audio-visual productions of indigenous resistance analysing the insurrection of indigenous epistemes (Cusicanqui, 2015; 2018) as ways of reappropriation of subjectivity. We propose an approach of indigenous subjected knowledges (Foucault, 2010) thinking on their daily gestures of insurrection against (neo)colonial orders of discourse. Our material of analysis includes discoursive Productions available in internet, by alternative media, not mainstream, artistic creations by self-named indigenous peoples. The present study points out displacements in the way of reflection about reappropriation of indigenous memory and subjectivity, in which there are inscribed critical positionings about the very ethnicity and about the limitations and traps represented by the notions of “identity” and “culture”.
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