A produtividade da noção de cenografia para a abordagem dos gêneros do discurso em sala de aula

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14393/HTP-v4n1-2022-63977

Palavras-chave:

Gêneros, Cenografia, Discurso, Ensino

Resumo

Este artigo empreende uma reflexão acerca da abordagem dos gêneros do discurso em sala de aula, especificamente pelo viés de uma análise de discurso de base enunciativa. Objetiva-se discutir a questão a partir da noção de cenografia, proposta por Dominique Maingueneau (2008; 2011; 2015a; 2015b; 2020) como uma das três cenas de enunciação engendradas no funcionamento de um texto. A plasticidade das restrições de um gênero, em maior ou menor grau, é uma questão pouco focalizada, por exemplo, nos documentos nacionais regulamentadores do ensino, como a Base Nacional Comum Curricular. Nesse sentido, a discussão acerca da cenografia é um dos caminhos possíveis para suprir essa lacuna, na medida em que as variadas relações entre a cenografia e o quadro cênico (cena englobante e cena genérica) podem contribuir para a ruptura com certas leituras sobre o gênero discursivo que acabam o enquadrando como mero formato textual. Além de expor a teorização de cenografia, relacionando-a com alguns aspectos do ensino de língua, o artigo apresenta a análise de uma canção, a fim de ilustrar a variabilidade cenográfica que é característica de determinados gêneros.

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Biografia do Autor

Lucas Martins Gama Khalil, Universidade Federal de Rondônia - UNIR

Docente do Departamento Acadêmico de Letras Vernáculas da Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Doutor em Estudos Linguísticos pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). É bolsista (CAPES) de pós-doutorado no âmbito do Programa Nacional de Cooperação Acadêmica - PROCAD/Amazônia.

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Publicado

2022-06-30

Como Citar

KHALIL, L. M. G. A produtividade da noção de cenografia para a abordagem dos gêneros do discurso em sala de aula. Revista Heterotópica, [S. l.], v. 4, n. 1, p. 64–84, 2022. DOI: 10.14393/HTP-v4n1-2022-63977. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/RevistaHeterotopica/article/view/63977. Acesso em: 7 ago. 2022.