VERTERE AKROS CAMBIARE – O ENSINO POR INSTALAÇÕES GEOGRÁFICAS
DOI:
https://doi.org/10.14393/REG-v4-2013-81940Palavras-chave:
Instalação geográfica, Prática Pedagógica, Avaliação, Geografia, ArteResumo
O texto em questão é resultado de uma prática de ensino em geografia, tendo como disciplina a prática curricular I, na formação de professores realizada na Universidade Regional do Cariri com os alunos do terceiro semestre. A linguagem exercida no texto passeia pela poesia, arte e a geografia, faz se necessário quando se quer quebrar o que tá posto, mesmo correndo os riscos que o diferente apresenta aos olhos do tradicional, mas é preciso romper sem perder o rigor acadêmico, necessário para apresentar a metodologia com as instalações geográficas. Entendemos a instalação como uma forma para se expressar a construção de um determinado conhecimento trabalhado com signos e símbolos. O termo instalação passa a ser incorporado ao vocabulário das artes visuais na década de 1960, designando ambiente construído em espaços de galerias e museus, prioritariamente, para mais tarde ganhar as praças, parques e as ruas públicas. As instalações geográficas se constrói a partir de um conteúdo que no nosso caso em questão é a universidade e a formação de novos professores para o ensino de geografia escolar, pensando criticamente o ensino na universidade. Que universidade? Pra quem? Que prática pedagógica pode-se inserir para apreendê-la, fazendo a critica pedagógica política. Partindo do exposto pensamos em uma instalação geográfica como metodologia e processo de avaliação para ir de encontro com a resistência, essa expressada no espaço universidade no nosso caso a URCA. Para tanto, é necessário entendermos como a escola e a universidade surgem nesse cenário de produção do conhecimento e de relações sociais e de luta de classes, manifestando-se na atualidade, ainda, sem generalizar em grande parte, como a escola e a universidade se sustentam pelo pensar cartesiano num mundo de desassossego. Diante desses elementos apostamos em outra prática pedagógica, em Vertere Akros Cambiare “revirar ao extremo para mudar”
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