“Parem de Matar as originárias da terra”

corpos-territórios em luta

Autores

  • Claudia Regina Nichnig UDESC

DOI:

https://doi.org/10.14393/

Palavras-chave:

Violências de Gênero. Mulheres Indígenas. História Pública.

Resumo

A luta de mulheres indígenas contra as violências, como os feminicídios, serão abordadas neste artigo. Organizadas em assembleias de mulheres, como as indígenas Kaiowá e Guarani, ou articuladas nacionalmente, como através da ANMIGA, realizam enfrentamentos coletivos às violências sofridas em seus corpos, evidenciando as mortes e as violências sexuais. Este artigo pretende escutar as vozes das próprias mulheres indígenas, as quais denunciam as violências cometidas contra seus corpos-territórios, bem como a partir das lutas pelo direito às suas terras tradicionais. A utilizção da WEB e das mídias sociais, como forma de denúncia, possibilita que as narrativas do presente se transformem em práticas educativas que visam à descolonização do ensino, na perspectiva da educação antirracista e anti-sexista, mas também como formas de denúncia, na perspectiva da história publica.

Biografia do Autor

  • Claudia Regina Nichnig, UDESC

    Professora do Programa de Pós-Graduação em História Pública e do Colegiado de História, da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR). Doutora no Programa de Pós-graduação em História – UDESC.

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Publicado

2026-03-10

Edição

Seção

Diálogos teóricos e metodológicos no campo da História das Mulheres e dos Estudos de Gênero: movimentando pesquisa e ensino

Como Citar

“Parem de Matar as originárias da terra”: corpos-territórios em luta. (2026). Caderno Espaço Feminino, 38(2), 206-227. https://doi.org/10.14393/