Cultuar, morrer e se imortalizar como mulher no Egito Antigo

o mobiliário funerário tebano de Henutmehyt da XIX Dinastia do Reino Novo (1295 AEC – 1186 AEC)

Autores

  • Maria Eduarda Vaz Museu Nacional (Universidade Federal do Rio de Janeiro)

DOI:

https://doi.org/10.14393/6we04584

Resumo

Diante de uma sociedade escancaradamente comprometida com a continuidade da vida, a morte se torna capaz de traduzir os discursos e as narrativas do Egito Antigo acerca de inúmeros aspectos. Neste artigo, realiza-se inicialmente um estudo de caso arqueológico a partir do mobiliário funerário de Henutmehyt, uma Cantora de Amon tebana que viveu por volta de 1250 AEC, resguardado atualmente no Museu Britânico. As peculiaridades desse acervo servem para mobilizar e reforçar hipóteses a respeito da influência feminina na manutenção da religião egípcia nos termos estatais e cósmicos. Como um todo, propõe-se uma análise dos papéis sociais assumidos por tais Cantoras de Amon em Tebas durante a XIX Dinastia do Reino Novo de modo a refletir sobre o alcance da sua agência e das suas dinâmicas.

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Publicado

12-07-2026

Edição

Seção

Dossiê - Quando a mulher era Deus: o sagrado e o feminino na Antiguidade

Como Citar

Cultuar, morrer e se imortalizar como mulher no Egito Antigo: o mobiliário funerário tebano de Henutmehyt da XIX Dinastia do Reino Novo (1295 AEC – 1186 AEC). (2026). Cadernos De Pesquisa Do CDHIS, 39(1), 86-116. https://doi.org/10.14393/6we04584