Maratonando o tempo perdido –

o passado nostálgico no catálogo da Netflix

Autores

  • Fabrício Silva Parmindo Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Uberlândia

DOI:

https://doi.org/10.14393/rwxrnx66

Resumo

O presente artigo tem como principal objetivo investigar a presença de produções que operam o sentimento de nostalgia no serviço de streaming Netflix. A partir de 2012, o serviço estabeleceu novas estratégias comerciais, tornando-se uma produtora de conteúdos originais e alcançando escala global de criação e consumo. Tendo como base uma ampla análise de conteúdos originais da Netflix, o objetivo deste artigo é investigar a construção do sentimento de nostalgia, entendendo como a plataforma manifesta o passado nostálgico convertendo-o em imagens e sons. A nostalgia, este “sentimento histórico” (BOYM, 2001), reverbera o passado em função de discursos políticos presentes e em disputa no contexto em que são feitos e inseridos nos títulos que serão estudados. Para tal investigação, será necessário ainda buscar compreender parte da estrutura complexa da qual é constituído o sistema de produção da plataforma, tendo em vista os algoritmos que mecanizam a análise de tendências, de lançamentos e de público da Netflix, que se somam ao impacto cultural desta marca e à criação de discursos políticos em suas produções.

PALAVRAS-CHAVE: Nostalgia, Netflix, Maratonar, Streaming

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Publicado

12-02-2026

Edição

Seção

Dossiê Fontes “alternativas” da cultura da mídia e História: usos e interpretações

Como Citar

Maratonando o tempo perdido –: o passado nostálgico no catálogo da Netflix. (2026). Cadernos De Pesquisa Do CDHIS, 38(2), 91-114. https://doi.org/10.14393/rwxrnx66