GEOTECNOLOGIAS APLICADAS À AVALIAÇÃO GEOESPACIAL DOS GEOSSÍTIOS DO GEOPARQUE SERRA DO SINCORÁ (PROPOSTO), CHAPADA DIAMANTINA, BAHIA, BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.14393/BGJ-v17n1-a2026-81010Palavras-chave:
Geoparque Serra do Sincorá, Chapada Diamantina, Patrimônio geológico, GeossítioResumo
O estudo aborda a aplicação de geotecnologias na avaliação geoambiental dos geossítios do Geoparque Serra do Sincorá, situado na Chapada Diamantina (Bahia). Fundamentado nos conceitos de geopatrimônio, geoconservação e análise ambiental, utiliza uma abordagem quali-quantitativa baseada em Sistemas de Informações Geográficas (SIG), com sobreposição de camadas. Foram empregados dados de sensoriamento remoto, como imagens orbitais, modelo digital de elevação, bases vetoriais geológicas, geomorfológicas e ambientais, além dos registros da plataforma GEOSSIT. A análise contemplou 32 geossítios, organizados por classes temáticas e avaliados segundo critérios de litologia, relevo, declividade, enquadramento em unidades de conservação, cobertura vegetal e pelo Índice de Vegetação de Diferença Normalizada (NDVI). Os resultados evidenciam o papel da litologia na distribuição dos geossítios, com destaque para terrenos mesoproterozoicos do Supergrupo Espinhaço, especialmente da Formação Tombador. Os arenitos dessa formação, de alta competência, sustentam escarpas, vales encaixados e mirantes de grande valor cênico. Do ponto de vista ambiental, predomina vegetação arbustiva associada aos campos rupestres e à sazonalidade climática, o que implica sensibilidade ao uso público. Observou-se que mais de 80% dos geossítios estão inseridos em unidades de conservação, embora persistam pressões antrópicas e lacunas nos instrumentos de proteção. Conclui-se que o uso de geotecnologias fornece subsídios técnicos relevantes para a elaboração de mapas temáticos, que se configuram como ferramentas estratégicas para orientar diretrizes de uso dos geossítios e apoiar o planejamento territorial no contexto do Geoparque Serra do Sincorá.
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