The history-image of art: allegory, ruins and writing in Johan Joachim Winckelmann
DOI:
https://doi.org/10.14393/artc-v27-n51-2025-82654Keywords:
Winckelmann, writing, art history and theoryAbstract
The invention of the field of knowledge named “Western Art History” is nothing short of a confirmation of the scriptural fabrication and fabulation in the pages of German art historian Johann Joachim Winckelmann (1717-68). The aesthetic rapture which captures Winckelmann in the “gaze before the ruins of Classical Antiquity in Rome, inaugurates an entirely distinct approach towards the relic – relicta as the vestige of the object in relation to the antiquarian erudite tradition existing in the eighteenth century. The ruins are converted into the quintessential allegorical figure which stand out in Winckelmann’s scriptural landscape. It is the aesthetic dimension which, in Winckelmann, is responsible for equating the subject of language and the subject of the gaze in the (dis)concert of a scriptural reason in which the tone – tropikos – of the writing concentrates the figurative potencies of the ekphrasal principle, staging a repeated and determining time, the friction between the logos (language) and eikon (image) in which only the tropological reason appears to touch the aesthetic object while avoiding its exhaustion.
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