“Quer ser, amiga linda, uma mulher de verdade?”

discurso e produção de subjetividade da mulher magnética em vídeos do youtube

Autores

  • Daniela Barreto Santana Universidade Estadual de Feira de Santana - UEFS
  • Carla Luzia Carneiro Borges Universidade Estadual de Feira de Santana - UEFS

DOI:

https://doi.org/10.14393/HTP-v3n2-2021-62623

Palavras-chave:

Subjetivação, Discurso, Mulher

Resumo

Neste artigo, analisa-se, numa perspectiva de Estudos Discursivos Foucaultianos, o discurso sobre a Mulher Magnética, o qual é visto, aqui, como uma reatualização de discursos que circularam em outras temporalidades e que colocam a mulher como submissa ao homem, e o processo de subjetivação da mulher de hoje. Para tanto, toma-se como materialidades discursivas, vídeos públicos do canal de Youtube Mulher Magnética (2015-2019), utilizando o método arqueológico proposto por Foucault. Também fazemos uma leitura arqueológica de outras materialidades nas quais determinados discursos sobre a mulher têm visibilidade, a saber: passagens bíblicas e matérias da revista feminina Jornal das Moças (1950-1960). Observou-se que tais discursividades, apesar de conclamarem as mulheres a ocuparem uma nova posição, são, na verdade, uma reatualização de discursos que circularam em outras temporalidades e que colocam a mulher em um lugar subalterno em relação ao homem.

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Biografia do Autor

Daniela Barreto Santana, Universidade Estadual de Feira de Santana - UEFS

Graduada em Letras com Espanhol pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e mestre em estudos linguísticos. Membro do LINSP (Linguagem, Sociedade e Produção de discursos).

Carla Luzia Carneiro Borges, Universidade Estadual de Feira de Santana - UEFS

Doutora em Linguística, Professora titular da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), líder do LINSP (Linguagem, Sociedade e Produção de discursos).

Referências

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Publicado

2021-11-10

Como Citar

BARRETO SANTANA, D.; CARNEIRO BORGES, C. L. “Quer ser, amiga linda, uma mulher de verdade?”: discurso e produção de subjetividade da mulher magnética em vídeos do youtube. Revista Heterotópica, [S. l.], v. 3, n. 2, p. 26–40, 2021. DOI: 10.14393/HTP-v3n2-2021-62623. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/RevistaHeterotopica/article/view/62623. Acesso em: 19 maio. 2022.