Autoridade, Direito e Democracia

aproximações a Hans Kelsen e Carl Schmitt

Autores

  • Caio Ramiro UEL;ITE https://orcid.org/0000-0002-1050-1875
  • Alessandro Severino Valler Zenni UEM; UNIVEL
  • Gabriel Bispo Filogenio FD-Universidade Estadual de Maringá (UEM)
  • Vitor Augusto Faria Pereira Faculdade Maringá

DOI:

https://doi.org/10.14393/RFADIR-53.1.2025.80681.171-204

Palavras-chave:

Democracia liberal, Democracia popular, Direito, Exceção, Legitimidade

Resumo

O sentido de democracia tem sido disputado na atualidade, tema que remete ao debate memorável entre Kelsen e Schmitt, nos albores do Século XX e, supostamente sepultado pelo transcurso do tempo e o advento do neopositivsimo-constitucionalismo, volta a verberar no avenço neofascista contemporâneo, com cores reluzentes de democracia popular, fazendo erodir, paulatinamente, as bases concretas da democracia liberal, gênese do modelo rousseaniano. O texto alinhavado, a partir de um método hermenêutico que permite uma revisão bibliográfica, procura registrar as principais ideias do positivismo kelseniano, a evitação do sincretismo metodológico na ciência do direito, sem descurar de seu pendor pelo modelo parlamentar de representação popular, e o papel central do direito na origem e nos limites dos poderes constituídos, incluindo-se as minorias no leque de proteções e garantias de liberdades, notadamente por força do jus, enquanto que, em linha oposta, na teoria de Schmitt, a linha mestra de seu pensamento está na potência do soberano, aclamado popularmente, e baluarte da democracia, a quem cabe o decreto da exceção e a eliminação do inimigo da maioria, utilizando o direito como ferramenta de legitimação da decisão política; o método incorporado é o dialético com reforço de explanação teórico-doutrinal.

Biografia do Autor

  • Caio Ramiro, UEL;ITE

    Professor no Instituto Latino-Americano de Economia, Sociedade e Política da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA). Professor colaborador na pós-graduação em Filosofia Política e Jurídica da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e na pós-graduação em Filosofia, Psicanálise e Cultura da PUCPR (Curitiba). Doutor em Direito pela Universidade de Brasília (UnB). Líder do Grupo de Estudos Schmittianos. Líder do projeto de pesquisa Carl Schmitt na tríplice fronteira: leituras schmittinas em Argentina, Brasil e Paraguai (UNILA). Pesquisador nos grupos: Crítica Constitucional, vinculado ao programa de pós-graduação em Direito da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB); Grupo de Estudos Miroslav Milovic, vinculado a Faculdade de Direito da Universidade Federal de Campina Grade (UFCG); Ética, política e religião, vinculado ao programa de pós-graduação em Ciências da Religião da PUC-Campinas.

  • Alessandro Severino Valler Zenni, UEM; UNIVEL

    Professor na Faculdade de Direito da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e no Programa de Pós-Graduação (Mestrado) em Direito do Centro Universitário de Cascavel (UNIVEL). Doutor em Filosofia do Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Pós-Doutor na Universidade de Lisboa. Advogado. Pesquisador no grupo Ética, política e religião, vinculado ao programa de pós-graduação em Ciências da Religião da PUC-Campinas, no Grupo de Estudos Schmittianos. Líder do grupo de pesquisa A-lex, vinculado ao programa do mestrado em Direito da UNIVEL.

  • Gabriel Bispo Filogenio, FD-Universidade Estadual de Maringá (UEM)

    Graduando em Direito pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Integrante do Grupo de Estudos Schmittianos.

  • Vitor Augusto Faria Pereira, Faculdade Maringá

    Graduando em Direito pela Faculdade Maringá

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Publicado

2026-10-06

Como Citar

Autoridade, Direito e Democracia: aproximações a Hans Kelsen e Carl Schmitt. (2026). Revista Da Faculdade De Direito Da Universidade Federal De Uberlândia, 53(1), 171-204. https://doi.org/10.14393/RFADIR-53.1.2025.80681.171-204