O uso de imagens em livros didáticos de Geografia: um olhar antirracista sobre a (in)visibilidade das mulheres negras
DOI:
https://doi.org/10.14393/REG-v17-2026-81071Palabras clave:
Imagens de controle, Interseccionalidade, Racismo genderizado, Representações sociaisResumen
O presente artigo discute o racismo genderizado e a (in)visibilidade das mulheres negras nas representações presentes em livros didáticos de Geografia aprovados no PNLD de 2014, 2020 e 2024. Propõe-se compreender como as imagens, que não são neutras, atuam como dispositivos de poder e controle simbólico que sustentam o racismo e o sexismo na educação. O estudo articula-se sobre a leitura de imagens, entendida como um processo interpretativo e cultural, no qual o olhar é sempre socialmente situado e ideologicamente orientado. Assim, a pesquisa analisa as imagens de controle, conceituadas por Patrícia Hill Collins (2019) como representações estereotipadas que sustentam desigualdades raciais e de gênero. Caracterizando-se como uma pesquisa documental, a investigação desenvolve-se por meio da análise das imagens, na qual busca investigar como essas mulheres são representadas ou silenciadas, observando como o racismo genderizado atravessa as narrativas presentes nos livros didáticos, construindo imagens marcadas pela ausência, pela exotização, pelos estereótipos colonialistas e racistas: da subalternização, da submissão, da hipersexualização ou da associação à fome e pobreza. Como resultado, observou sob uma perspectiva interseccional que as representações das mulheres negras evidencia que, mesmo em materiais recentes, persistem imagens que reproduzem estereótipos historicamente construídos e reforçam estruturas de poder e opressão que naturalizam desigualdades sociais e raciais.
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