"ESSES PROFESSORES PRECISAM DE RECICLAGEM": A AVALIAÇÃO DOS ESTUDANTES DA UFU SOBRE AS PRÁTICAS DIDÁTICO-PEDAGÓGICAS DOS DOCENTES
DOI:
https://doi.org/10.14393/DP-v1n1-2012-19629Palavras-chave:
Autoavaliação institucional UFU, Formação didático-pedagógica, Ensino superior, Práticas de ensino, Modelo pedagógico tradicional.Resumo
A última autoavaliação institucional da Universidade Federal de Uberlândia (2011/2012) demonstra como uma parte dos estudantes da graduação e da pós-graduação classifica as práticas docentes dos seus professores. Uma quantidade significativa das críticas feitas pelos alunos aponta para a falta de formação especifica dos docentes para o exercício do magistério e identifica um modelo pedagógico tradicional no qual os profissionais exercem a docência amparados, geralmente, nos saberes disciplinares e desamparados em relação aos saberes didáticos-pedagógicos. Nessa perspectiva, eles consideram os métodos de alguns docentes como "ultrapassados", "obsoletos" e ineficazes no processo de ensino-aprendizagem. As relações professor-aluno aparecem precarizadas, conflituosas. Para muitos, a imagem do professor é a do profissional severo que persegue e utiliza seu poder institucional para punir. Nessas representações dos estudantes sobre os professores ainda se explicitam outras duas concepções: primeiro a de que apenas o conhecimento na sua área não garante que sejam bons na utilização dos recursos didáticos, ou seja, não sabem como ensinar. Segundo, a concepção de que os professores precisam passar por algum tipo de qualificação para o exercício da docência. Nesse sentido este artigo aborda quatro discussões principais manifestas no discurso dos alunos sobre seus professores: os métodos utilizados, a cobrança por parte dos estudantes de uma formação didática para os docentes, as relações professor-aluno e o problema da dissociação entre ensino e pesquisa, com maior valorização dessa última. O fio condutor dessas discussões é a crítica ao modelo pedagógico tradicional que ainda vigora entre grande parte dos professores brasileiros e diz respeito à questão mais ampla da formação específica para o exercício da docência no ensino superior.
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