BOCA MALDITA:

performances, tribalização e invenção de tradições no espaço público

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14393/BGJ-v11n1-a2020-55750

Resumo

A Boca Maldita é uma instituição simbólica do centro de Curitiba, significativa na identidade curitibana. Para a análise, recorreu-se a observações, fotografias, desenhos e registros sonoros. A interpretação adotou a perspectiva de “invenção de tradições”, referendada por fontes primárias e obras sobre o desenvolvimento de Curitiba. Privilegiou-se uma leitura qualitativa, por meio da ideia de apropriação e territorialidade, da sociologia maffesoliana, da antropologia da performance e de técnicas de observação participante. Uma tradição foi criada e passou a fazer parte dos discursos como fato, gerando alterações físicas, sensoriais e comportamentais. A territorialidade é fluida, promovendo extensões do espaço público para o privado e vice-versa. A institucionalização vai além da configuração física ou da lógica articulada. Práticas ritualizadas consolidam-se no espaço vivido. A ‘tribo’ se reúne e cria um “pedaço”, rotineiramente reterritorializado. A comunidade reconhece a tribo e suas práticas; a tradição se consolida e se torna memória e história.

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Biografia do Autor

Lauro Almeida de Moraes, Universidade Federal do Paraná

Jornalista, Doutor em Geografia (UFPR), editor na Revista Geografar (ISSN: 1981-089X) – periódico científico da Universidade Federal do Paraná. Acumula passagens por emissoras de rádio e televisão e pelo jornal O Estado de S. Paulo. Presidiu Conselho Municipal de Patrimônio Cultural de 2013 a 2015. Sócio da Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação), integrando o GP Geografias da Comunicação.  Atua como pesquisador multidisciplinar e especialista em Comunicação nos setores público e privado. 

Fabiano Fazion, Pontifícia Universidade Católica do Paraná

Doutor em Gestão Urbana na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e em Architecture and Urban Planning na Università degli Studi di Ferrara (UNIFE). Mestre em História pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Arquiteto e Urbanista pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Atuou com Arquiteto e Urbanista autônomo até 2012, realizando mais de 600 trabalhos técnicos registrados, e desde então atua como servidor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) no cargo de Arquiteto e Urbanista.

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Publicado

2020-07-31