ELEMENTOS PARA COMPREENDER A FRAGMENTAÇÃO SOCIOESPACIAL EM ITUIUTABA-MG:

uma análise a partir das percepções de insegurança urbana

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14393/BGJ-v11n2-a2020-52603

Resumo

A intensificação da urbanização na atualidade vem sendo acompanhada pelo gradativo rompimento dos laços que, de certo modo, vêm mantendo a coesão social nas cidades, transformando a vida cotidiana de seus habitantes, marcada pelas desigualdades socioespaciais e pela violência urbana. Entendemos que tratar do tema da violência urbana é compreender suas aparições contínuas nas cidades, a partir de múltiplos mecanismos de hipervisibilidade/invisibilidade, muitas vezes seletivos, que geralmente não retratam e enfrentam a violência em seu sentido mais amplo e sim a partir de roteiros pré-estabelecidos, que tendem a associar, por exemplo, pobreza à criminalidade, pautando assim, as percepções de insegurança em estigmatizações socioespaciais. Dessa forma, o objetivo geral do artigo busca analisar a percepção de insegurança urbana e suas relações com a tendência de fragmentação socioespacial, a partir da compreensão das dinâmicas subjetivas que perpassam as práticas espaciais da busca por segurança em Ituiutaba-MG. Os conteúdos das percepções de insegurança foram observados por meio de entrevistas realizadas com 10 citadinos residentes em diferentes bairros da cidade. Foi possível identificar que há elementos que indicam uma tendência de fragmentação socioespacial na cidade, posto que a organicidade do espaço urbano é questionada, objetiva e simbolicamente, pelos citadinos a partir de estigmatizações e evitamentos que fraturam o cotidiano urbano, interditando acessos e desestimulando vínculos. 

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Biografia do Autor

Isabôhr Mizza Veloso dos Santos, Universidade Federal de Uberlândia

Mestre em Geografia pelo Programa de Pós-graduação em Geografia do Pontal - Instituto de Ciências Humanas do Pontal, Universidade Federal de Uberlândia, Campus Pontal, Ituiutaba-MG. Doutoranda em Geografia pelo Programa de Pós-graduação em Geografia do Instituto de Geografia, Universidade Federal de Uberlândia, Campus Santa Mônica.

Maria Angélica de Oliveira Magrini, Universidade Federal de Uberlândia

Docente do curso de graduação em Geografia e do Programa de Pós-graduação em Geografia do Pontal, Universidade Federal de Uberlândia, Campus Pontal. Doutora em Geografia pelo Programa de Pós-graduação em Geografia da Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista, Campus de Presidente Prudente-SP.

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Publicado

2020-12-26