Análises histológicas de Actinopterygii primitivos "Paleonisciformes" da Formação Corumbataí, na região do Município de Rio Claro, Estado de São Paulo

Autores

  • Carlos Eduardo Toledo Universidade de Mogi das Cruzes

Resumo

A Formação Corumbataí no Estado de São Paulo é composta por siltitos, arenitos finos e camadas de calcário, onde ocorrem fósseis dispersos, desarticulados, fragmentados e desgastados depositados em camadas denominadas de bone-beds, que ocorrerem em depressões onduladas advindas de fluxos oscilatórios de tempestade e constituem importantes locais para coleta de material fóssil. Dentre os osteíctios encontrados os mais abundantes são os Actinopterygii primitivos “paleonisciformes” representados por dentes e escamas. Os dentes são caracterizados pela forma cônica e alongada e a presença de capuz apical, composto de enamelóide e ganoína, sendo a superfície externa mais mineralizada que a interna, composta por dentina. Estudos histológicos de paleoniscídeos apontam para dentes, constituídos por ortodentina e ganoína, presença de capuz apical geralmente maciço composto de enamelóide, com padrão morfológico uniforme. Características histológicas em corte longitudinal de ambos comprovam a semelhança: capuz apical maciço, dentina com canalículos e cavidade pulpar central. O tipo de dentina observado é a ortodentina com cavidade pulpar indivisa. Os túbulos de dentina ocorrem dispostos irregularmente na dentina hipermineralizada. Estão preservadas apenas porções pequenas de esmalte sobre a dentina, sendo mais uma característica que evidência o transporte pré-deposicional. Apenas duas espécies de “paleonisciformes” foram descritas para a Formação Corumbataí (Tholonotus brasiliensis e Angatubichtyes mendesi) e existe um espécime ainda não descrito, sendo muito difícil associar dentes isolados a alguma das espécies conhecidas, apesar da grande quantidade observada e de exemplares muito bem preservados. Esta identificação seria possível apenas com novos dados histológicos das espécies conhecidas e auxiliaria na compreensão da distribuição geográfica destes peixes na Bacia do Paraná.

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Publicado

2010-12-26