Revisitando a indústria fonográfica na era digital

Autores

  • Michel Nicolau Netto

Resumo

Há pouco mais de uma década a indústria fonográfica produzia um discurso sobre pirataria online e a culpava por sua alegada crise. De fato, transformações técnicas se referiram a uma nova formação do campo da indústria gravada. Após mais de setenta anos de pleno domínio, a indústria fonográfica perdeu a centralidade nesse campo e passou a negociar suas regras com empresas de tecnologia e mídia que operam a internet. Ao contrário do que muitos previram, essa situação não representou a sucumbência da indústria fonográfica, nem o fim do controle sobre o acesso do usuário à música. Cada vez mais esse segmento industrial se estrutura com regras próprias baseadas em uma intensa valorização dos direitos autorais e na exploração do trabalho imaterial do usuário. Dessa forma, a internet se mostra como espaço da intensificação temporal e extensão geográfica dos ganhos de empresas exploradoras de fonogramas que se esforçam por ampliar o controle sobre as práticas online dos usuários.

Palavras-chaves: indústria fonográfica; tecnologia; internet.

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Biografia do Autor

Michel Nicolau Netto

Doutor em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Professor do Departamento de Sociologia e do Programa de Pós-graduação em Sociologia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp. Autor, entre outros livros, de O discurso da diversidade e a world music. São Paulo: Annablume/Fapesp, 2014.

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Publicado

2016-06-17

Como Citar

Netto, M. N. (2016). Revisitando a indústria fonográfica na era digital. Artcultura, 17(30). Recuperado de https://seer.ufu.br/index.php/artcultura/article/view/34819

Edição

Seção

Artigos