Escrita, voz e política na era digital

Autores

  • Tereza Virginia de Almeida

Resumo

A cultura digital transformou os lugares e agentes relacionados à escrita e à vocalidade. A escrita se aproxima da fala, a publicação pode ocorrer sem mediação, e é possível transmitir a voz em arquivos. Além disso, a noção de compartilhamento desafia os usuais lugares de autoria e aproxima os polos de produção e recepção. Se a cultura do impresso representou o recalque do corpo e o processo de autonomização do texto, a cultura digital, em sua demanda pela conexão constante, aproxima o corpo do texto. Seria, assim, admissível definir a cultura contemporânea como uma cultura barroca, pelo infinito apelo ao sensorial que oferece aos corpos conectados? Quais impactos produz o arquivo contemporâneo em que se pode transportar imagem, escrita e som quando comparado ao texto impresso? O que faz do arquivo digital um meio tão eficaz de mobilização política?

palavras-chave: cultura digital; escrita; voz.

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Biografia do Autor

Tereza Virginia de Almeida

Doutora em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Professora do Centro de Comunicação e Expressão e do Programa de Pós-graduação em Literatura da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Autora de A ausência lilás da Semana de Arte Moderna: o olhar pós-moderno. Florianópolis: Letras Contemporâneas, 1998.

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Publicado

2015-06-22

Como Citar

de Almeida, T. V. (2015). Escrita, voz e política na era digital. Artcultura, 16(28). Recuperado de https://seer.ufu.br/index.php/artcultura/article/view/30615

Edição

Seção

Artigos