Ubiquidade, mobilidade, conexão e selfies: os softwares estão entre nós

Autores

  • Samara Kalil Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Palavras-chave:

Ubiquidade, Software Studies, Selfie, Corpo, Instagram

Resumo

Este artigo objetiva por meio do conceito de ubiquidade entender como os comportamentos reinventam-se com o tempo e refletem valores culturais, padrões e características importantes que, com o auxílio de novas ferramentas de análise, ganham outro olhar e dimensão. Apresenta como as relações das pessoas com o corpo e com as imagens são transferidas para um contexto de conexão e mobilidade constante - trabalhando o subgênero fotográfico selfie. São revisitados estudos de autores como Sherry Turkle, Lucia Santaella e Lev Manovich, sendo descrito um trabalho de análise de dados da rede social Instagram desse último autor, intitulado SelfieCity. Por fim, apresenta-se proposta experimental de observar dados de selfies na cidade de Porto Alegre/RS e assume-se que as representações nos espaços virtuais aparecem atravessadas de rompimentos e experimentações depentes da trajetória histórica e cultural dos usuários, com seus movimentos e anseios.

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Biografia do Autor

Samara Kalil, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Doutoranda em Comunicação Social (PUCRS), Pesquisadora do ViDiCa

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Publicado

2018-10-13

Como Citar

Kalil, S. (2018). Ubiquidade, mobilidade, conexão e selfies: os softwares estão entre nós. Paradoxos, 2(2), 46–56. Recuperado de https://seer.ufu.br/index.php/paradoxos/article/view/45476