A BNCC E AS DIRETRIZES CURRICULARES DO RIO DE JANEIRO: POSSIBILIDADES DE INSERÇÃO DOS PROCESSOS DE SAÚDE E DOENÇA NO ENSINO DE GEOGRAFIA
DOI:
https://doi.org/10.14393/Hygeia82668Palavras-chave:
Ensino de Geografia, Saúde, Currículo escolar, Covid-19Resumo
Este estudo analisou documentos curriculares oficiais – a Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2018), o Documento de Orientação Curricular do Estado do Rio de Janeiro (2019) e o Currículo Carioca (2020) – com o objetivo de identificar possibilidades de articulação entre o ensino de Geografia e os processos de saúde e doença na educação básica. A metodologia baseou-se em pesquisa qualitativa de natureza documental e bibliográfica, com análise sistemática das competências e habilidades relacionadas a território, fluxos, globalização e qualidade de vida. Os resultados indicam que, embora os documentos não tratem explicitamente a saúde como eixo estruturante da Geografia escolar, eles oferecem aberturas conceituais para essa articulação, especialmente por meio das unidades temáticas "Natureza, ambientes e qualidade de vida" e "Conexões e escalas". Contudo, identificam-se lacunas significativas, como a ausência de menção direta a epidemias e pandemias, a dependência da iniciativa docente para materializar essas relações e a insuficiência da formação inicial de professores para abordar a interface entre território e saúde. Conclui-se que há um espaço normativo potencial, mas sua efetivação depende de políticas de formação continuada e de revisões curriculares.
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