VIOLÊNCIA SEXUAL INFANTIL EM SÃO PAULO: UMA PERSPECTIVA TERRITORIAL
DOI:
https://doi.org/10.14393/Hygeia81785Palavras-chave:
Análise espacial, Violência sexual infantil, Estimadores de autocorrelação espacial, Saúde PúblicaResumo
A violência constitui um dos principais problemas de saúde pública da atualidade, com impactos ainda mais graves quando atinge crianças. No Brasil, observa-se o aumento dos registros de violência sexual, o que reforça a importância de compreender sua distribuição espacial para subsidiar políticas públicas direcionadas a áreas mais vulneráveis. Assim, objetivou-se analisar a distribuição espacial dos registros de violência sexual contra crianças de 0 a 9 anos no município de São Paulo (SP), agregados por Distrito Administrativo, buscando identificar possíveis padrões territoriais. Os dados de violência foram obtidos do SINAN, as estimativas populacionais da Fundação SEADE e as bases cartográficas da plataforma Geosampa. As análises foram realizadas no software R, com cálculo de taxas padronizadas pelo método indireto e do I de Moran global e local (LISA), além da técnica de varredura flexível para identificação de agrupamentos espaciais. Entre 2016 e 2022, registraram-se 10.857 casos de violência sexual no município. Os resultados indicam maior vitimização de crianças do sexo feminino e evidenciam taxas mais elevadas em distritos periféricos, como Itaim Paulista e Marsilac, que também concentram agrupamentos de alto risco significativos. Os achados contribuem para a identificação de áreas prioritárias para intervenção e qualificação da vigilância.
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