ANÁLISE DA OCORRÊNCIA E DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA DENGUE NA MICRORREGIÃO MEIA PONTE – SUL DE GOIÁS, 2020-2024
DOI:
https://doi.org/10.14393/Hygeia2281162Palavras-chave:
Análise espacial, Arbovirose, Dinâmica epidemiológica, Saúde pública, Centro-OesteResumo
A dengue se constitui como um grave problema de saúde pública no Brasil, apresentando oscilações cíclicas notáveis, determinadas pela interação entre fatores virológicos, climáticos e operacionais do ponto de vista da vigilância epidemiológica, gerando heterogeneidade espacial significativa que demanda investigações em escala regional. Este trabalho tem por objetivo analisar a distribuição temporo-espacial da dengue na Microrregião Meia Ponte, localizada no sul do Estado de Goiás, no período que compreende os anos de 2020 a 2024, por meio da distribuição espacial da incidência da doença, bem como de uma breve compreensão de aspectos epidemiológicos. Utilizaram-se dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), com incidência estratificada conforme recomendações da Organização Mundial da Saúde e tendência temporal avaliada mediante teste de Mann-Kendall. Observou-se padrão epidemiológico cíclico com dois picos expressivos (2022, com 39,7% e 2024, com 36,1% do total da série histórica), sem tendência monotônica significativa na série. Municípios de pequeno porte apresentaram particular vulnerabilidade a surtos, evidenciando fragilidades na vigilância entomológica. Os resultados evidenciam que a compreensão integrada da dinâmica espacial da dengue, articulando análise geográfica com monitoramento epidemiológico, constitui ferramenta essencial para a formulação de estratégias de vigilância e controle adaptadas às realidades locais.
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