REPRODUÇÃO SOCIAL E A PRODUÇÃO DOMICILIAR: INTERSECÇÕES ENTRE SAÚDE, TRABALHO E AMBIENTE NO POLO DE CONFECÇÕES DO AGRESTE
DOI:
https://doi.org/10.14393/Hygeia2280070Palavras-chave:
Desenvolvimento Sustentável, Vigilância em Saúde do Trabalhador, VulnerabilidadeResumo
A complexidade dos cenários contemporâneos no mundo do trabalho é intensificada por determinações sociais e ambientais que aprofundam iniquidades e invisibilizam vulnerabilidades. Este artigo objetiva analisar situações de vulnerabilização e processos de reprodução social da saúde de trabalhadoras e trabalhadores que realizam atividades domiciliares no Polo de Confecções do Agreste de Pernambuco. Pesquisa qualitativa, exploratória e descritiva, se fundamenta no modelo de reprodução social da saúde proposto por Juan Samaja, considerando as dimensões biocomunal, da autoconsciência e conduta, tecnoeconômica, ecológica e política. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas, envolvendo profissionais do setor de confecções que desenvolvem atividades produtivas no ambiente domiciliar. Os resultados evidenciam transformações socioambientais com repercussões sobre a vida social, econômica e política da comunidade. Identificou-se uma situação de superexploração da força de trabalho, pela informalidade e múltiplas formas de terceirização e subcontratação, associadas à baixa qualificação e à prolongada jornada laboral, que ultrapassa o setor de confecção e inclui o acúmulo de tarefas domésticas, sobretudo entre mulheres. Existem vulnerabilizações significativas nos processos de reprodução social, conformando modos de vida marcados pela precariedade. O estudo reforça a necessidade de políticas efetivas para proteção da saúde e de vida das pessoas.
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