MODELAGEM ESPAÇO-TEMPORAL PARA ESTRATIFICAÇÃO DE ÁREA DE RISCO DE ARBOVIROSES NO MUNICÍPIO DE NATAL, RN (2019-2022)
DOI:
https://doi.org/10.14393/Hygeia2277667Palavras-chave:
Arboviroses, Geoprocessamento, EstratificaçãoResumo
Os arbovíroses como dengue, febre amarela, chikungunya e Zika, representam uma ameaça crescente à saúde pública, especialmente em regiões tropicais e subtropicais. A disseminação desses vírus, transmitidos por mosquitos Aedes, tem sido impulsionada por fatores ecológicos, econômicos e sociais. Diante desse cenário, a vigilância em saúde precisa considerar a diversidade espacial do risco de transmissão para otimizar estratégias de controle. No Brasil, o projeto ARBOALVO, conduzido pelo Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz em parceria com o Ministério da Saúde, tem como objetivo identificar áreas prioritárias para intervenções, utilizando metodologias de estratificação de risco. Em Natal (RN), um estudo entomo-epidemiológico analisou a distribuição espaço-temporal das arboviroses entre 2019 e 2022. A técnica de varredura estatística Scan foi empregada para mapear 426 zonas da cidade, classificando-as em diferentes níveis de risco. A análise espaço-temporal de permutação identificou e classificou 426 zonas do município em quatro níveis de risco: 34 de muito alto, 140 alto, 164 médio e 88 baixo. A distribuição revelou diferenças significativas entre os territórios. As zonas de muito alto risco concentram-se nos distritos norte e oeste, contrastando com os menores riscos nos distritos sul e leste. Os resultados reforçam a importância de metodologias que permitam intervenções direcionadas, maximizando recursos e potencializando o combate às arboviroses. A identificação de áreas prioritárias possibilita um planejamento mais eficiente para reduzir a transmissão e mitigar os impactos dessas doenças na saúde pública.
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