DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DOS CASOS DE HANSENÍASE E COBERTURA DAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE EM MUNICÍPIO HIPERENDÊMICO DA AMAZÔNIA
DOI:
https://doi.org/10.14393/Hygeia2274845Palavras-chave:
Hanseníase, Análise Espacial, Unidade Básica de Saúde, Georreferenciamento, Atenção Primária à SaúdeResumo
O objetivo deste estudo foi analisar espacialmente a distribuição dos casos de hanseníase e sua relação com as áreas de abrangência das Unidades Básicas de Saúde (UBS) em Santarém, Pará. O estudo utilizou delineamento epidemiológico, descritivo e retrospectivo, com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, do Sistema de Informação de Agravos de Notificação e da Secretaria Municipal de Saúde de Santarém. Os autores empregaram o software QGIS para georreferenciamento e análise espacial dos casos notificados entre 2014 e 2019. Os resultados evidenciaram predomínio do sexo masculino (61,65%), da forma clínica dimorfa (49,25%) e da classificação multibacilar (78,20%). A análise espacial revelou distribuição heterogênea, com concentração de casos nos bairros Nova República e Santarenzinho (24 casos cada). Verificou‑se que algumas UBS localizam‑se nas extremidades de suas áreas de abrangência, gerando descompasso entre a distribuição territorial dos casos e a cobertura assistencial. Conclui‑se que a análise espacial demonstrou associação entre a localização periférica das UBS e a concentração de casos multibacilares, indicando necessidade de revisão do posicionamento das unidades e fortalecimento das ações de vigilância para diagnóstico precoce e controle da transmissão.
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