MODOS DE PENSAR A GEOGRAFIA DA SAÚDE EM PERSPECTIVAS PERIFÉRICAS E INTERDISCIPLINARES: ENTREVISTA COM A PROFESSORA ZULIMAR MÁRITA RIBEIRO

Autores

  • Miller Ferreira Muniz Universidade Federal do Espírito Santo image/svg+xml
  • Marcone Henrique de Freitas Universidade Federal do Espírito Santo image/svg+xml
  • Rafael de Castro Catão Universidade Federal do Espírito Santo image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.14393/Hygeia83728

Resumo

Para que um pesquisador atinja a totalidade de seu objeto, é interessante que seus esforços estejam resolutos a questionar as razões unidimensionais da ciência, ao passo que professe a racionalidade complexa como meio para compreensão das múltiplas determinações e contradições que constituem a realidade social. Assim, a interdisciplinariedade e o pensamento complexo enquanto estratégias cientificas, oportunizam novos horizontes de investigação ao superar concepções reducionistas tendentes a valorização da regularidade e homogeneidade do conhecimento (Minayo, 2010). A nova geração de geógrafos surgida a partir da década de 1990 acompanha esse movimento de renovação científica, buscando ampliar a geografia da saúde como um campo de investigação comprometido com a compreensão das múltiplas determinações e condicionalidades socioespaciais que influenciam o processo saúde-doença, apostando na criticidade do pensamento geográfico para interpretar e legitimar o bem-estar social (Rojas, 1998). A professora Zulimar Márita Ribeiro Rodrigues, componente dessa seara e racionalidade, é o foco desse artigo em formato de entrevista, docente do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) desde 1998, é uma das principais referências da Geografia da Saúde na região Norte-Nordeste do Brasil. A conversa ocorreu no dia 23/04/2026 no laboratório do Núcleo de Estudo e Pesquisas ambientais da UFMA, após a professora ter sido agraciada com o Prêmio Josué de Castro durante o XII Simpósio Nacional de Geografia da Saúde (GEOSAÚDE), realizado entre os dias 3 e 6 de dezembro de 2025 e sediado na Universidade Federal do Espírito Santo, em Vitória (ES).

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Referências

MINAYO, Maria Cecília de Souza. Disciplinaridade, interdisciplinaridade e complexidade. Emancipação, Ponta Grossa, v. 10, p. 435-442, 2010. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/emancipacao/pt_BR/article/view/1937/1880. Acesso em: 10 abr. 2026.

Rojas, Luisa Iñiguez. Geografía y salud: temas y perspectivas en América Latina. Caderno de saúde pública, Rio de Janeiro, p. 701-711, 1998. Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/lil-229440. Acesso em: 20 abr. 2026.

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Publicado

24-09-2026

Como Citar

MUNIZ, Miller Ferreira; FREITAS, Marcone Henrique de; CATÃO, Rafael de Castro. MODOS DE PENSAR A GEOGRAFIA DA SAÚDE EM PERSPECTIVAS PERIFÉRICAS E INTERDISCIPLINARES: ENTREVISTA COM A PROFESSORA ZULIMAR MÁRITA RIBEIRO. Hygeia - Revista Brasileira de Geografia Médica e da Saúde, Uberlândia, 2026. DOI: 10.14393/Hygeia83728. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/hygeia/article/view/83728. Acesso em: 27 set. 2026.