DOENÇAS RELACIONADAS AO SANEAMENTO AMBIENTAL INADEQUADO (DRSAI) E SUA RELAÇÃO COM O ACESSO AOS SERVIÇOS DE SANEAMENTO NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, NO PERÍODO DE 2022 A 2024
DOI:
https://doi.org/10.14393/Hygeia82716Palavras-chave:
Saúde Ambiental, Doenças Infecciosas, Saúde Pública, Epidemiologia, Análise EspacialResumo
O presente estudo analisou a distribuição espacial das internações por Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado (DRSAI) em crianças de zero a nove anos no município de São Paulo entre 2022 e 2024. Trata-se um estudo ecológico retrospectivo que utiliza dados de internações do Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS), geocodificados por CEP, e dados socioeconômicos do Censo Demográfico de 2022. Foram empregadas técnicas de análise espacial, como a Estimativa de Densidade de Kernel e Indicadores Locais de Associação Espacial (LISA). No período, ocorreram 4.478 internações, das quais 71,13% corresponderam à primeira infância (zero a quatro anos), destacando-se a diarreia e a dengue como os diagnósticos principais. Foram identificados aglomerados de alto risco (Hot Spots) nas periferias das zonas Norte, Sul e Leste, coincidindo com áreas de maior vulnerabilidade social e precariedade habitacional. Conclui-se que a distribuição espacial da incidência de DRSAI não é aleatória e reflete diretamente a segregação socioespacial da metrópole, reforçando a necessidade de políticas públicas de saneamento ambiental e habitação voltadas aos territórios marginalizados para a mitigação de riscos à saúde infantil.
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