ENTRE OBJETOS E NORMAS: A SELETIVIDADE TERRITORIAL DOS EQUIPAMENTOS DE SAÚDE NA REGIÃO GEOGRÁFICA IMEDIATA DE IMPERATRIZ, MARANHÃO, BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.14393/Hygeia2280930Palavras-chave:
Regionalização da saúde, Desigualdades socioespaciais, Média e Alta Complexidade, Região Geográfica Imediata de Imperatriz, SUSResumo
Este artigo analisa como a distribuição espacial de estabelecimentos e equipamentos de saúde materializa desigualdades no acesso aos serviços de média e alta complexidade na Região Geográfica Imediata de Imperatriz (RGII). O recorte temporal compreende os anos de 2007, 2015 e o período de 2020 a 2023, enquanto a delimitação espacial fundamenta-se na centralidade funcional exercida pelo município polo sobre sua rede de influência regional, conforme a tipologia do IBGE (2017). A metodologia fundamenta-se em uma abordagem qualitativa e quantitativa, estruturada em duas frentes: uma revisão teórica e conceitual sobre geografia da saúde e regionalização, e uma análise técnico-analítica baseada na sistematização de dados secundários extraídos de fontes oficiais, como DataSUS, CNES, IBGE e REGIC. Os resultados revelam que a oferta seletiva de recursos e infraestruturas de saúde exacerba fluxos compulsórios de mobilidade de pacientes, evidenciando não apenas as fragilidades no processo de regionalização do Sistema Único de Saúde (SUS), mas também as contradições do papel do Estado na gestão do território. Conclui-se que a garantia do direito à saúde na RGII permanece mitigada por lógicas centralizadoras que reforçam disparidades socioespaciais e limitam a eficácia das políticas públicas de saúde em escala regional.
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