PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E PADRÃO ESPACIAL DA SÍFILIS GESTACIONAL E CONGÊNITA NO ESTADO DE PERNAMBUCO, BRASIL, DE 2014 A 2023
DOI:
https://doi.org/10.14393/Hygeia2279099Palavras-chave:
Saúde pública, Epidemiologia, Análise espacialResumo
Objetivo: analisar o perfil epidemiológico e o padrão espacial da sífilis gestacional (SG) e da sífilis congênita (SC) no estado de Pernambuco. Método: estudo ecológico de série temporal descritivo sobre a SG e a SC, realizado a partir dos casos registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Resultados: no estado de Pernambuco, no período de 2014 a 2023, foram notificados 22.665 casos de SG e 17.639 casos de SC. Os casos de SG foram maiores entre mulheres jovens, com menores níveis de escolaridade e de raça/cor parda. As crianças negras foram as mais acometidas pela SC, e suas mães eram jovens e com menor grau de escolaridade. Na distribuição espacial, os municípios classificados no último quartil na taxa de detecção de SG, e aqueles que apresentavam taxa altíssima de incidência de SC, concentravam-se nas macrorregiões Metropolitana e Agreste, assim como aqueles que apresentavam altas taxas de SG e de SC na análise espacial. Conclusão: As SG e SC atingem, majoritariamente, pessoas em piores condições de vida e que residem em municípios das macrorregiões Metropolitana e Agreste.
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