PERFIL DE ADOECIMENTO DE SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR DA ZONA DA MATA MINEIRA NO PERÍODO DE 2014 A 2023
DOI:
https://doi.org/10.14393/Hygeia2276847Palavras-chave:
Adoecimento, Universidades, Política de Saúde do Trabalhador, Saúde do Trabalhador, Perfil de SaúdeResumo
Introdução: O adoecimento de servidores públicos está relacionado às condições e à organização do trabalho. O Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor permite analisar licenças para tratamento de saúde, contribuindo para compreender esse fenômeno em instituições públicas de ensino. Objetivo: Descrever o perfil de adoecimento e as principais causas de afastamento de servidores de uma instituição federal de ensino da Zona da Mata Mineira, entre 2014 e 2023. Resultados e Discussão: Foram analisados 6.893 afastamentos, com predominância de doenças osteomusculares (19,9%), lesões/traumas (11,3%) e transtornos mentais (10,5%). Observou-se maior concentração entre 51 e 60 anos, associada ao envelhecimento funcional e à exposição prolongada a riscos ocupacionais.Homens apresentaram maior prevalência de doenças osteomusculares, enquanto mulheres tiveram maior frequência de transtornos mentais, possivelmente influenciadas por fatores sociais e organizacionais. Técnico-administrativos concentraram afastamentos por doenças osteomusculares, enquanto docentes apresentaram mais transtornos mentais, sugerindo impacto da sobrecarga acadêmica. Em 2020 houve redução dos afastamentos, possivelmente relacionada ao trabalho remoto, seguida de aumento posterior e crescimento de doenças infecciosas no contexto da COVID-19. Conclusão: Os resultados indicam a necessidade de políticas institucionais voltadas à ergonomia, saúde mental e organização do trabalho, visando reduzir afastamentos e promover a saúde dos servidores.
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