DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL E CLUSTERS DE INCIDÊNCIA DE EVENTOS SUPOSTAMENTE ATRIBUÍVEIS À VACINAÇÃO OU IMUNIZAÇÃO CONTRA COVID-19 EM MINAS GERAIS, BRASIL

Autores

  • Kadja Emanuelle Emanuelle Monteiro Lima Universidade Federal de Alfenas image/svg+xml
  • Vittória de Campos Galo Universidade Federal de Alfenas image/svg+xml
  • Victória Bicalho Lanza Universidade Federal de Alfenas image/svg+xml
  • Marcela Emanuelly Silva Universidade Federal de Alfenas image/svg+xml
  • Isabele Masson de Brito Universidade Federal de Alfenas image/svg+xml
  • Ana Laura Silva Nascimento Universidade Federal de Alfenas image/svg+xml
  • Dennis de Oliveira Rodrigues Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro image/svg+xml
  • Livia Maris Ribeiro Paranaiba Dias Universidade Federal de Alfenas image/svg+xml
  • Murilo César do Nascimento Universidade Federal de Alfenas image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.14393/Hygeia2276157

Palavras-chave:

Desigualdades regionais, Incidência, Efeitos Colaterais e Reações Adversas Relacionados a Medicamentos, Saúde Pública, Geografia Médica

Resumo

Objetivo: Descrever a distribuição espacial da incidência de eventos supostamente atribuíveis à vacinação ou imunização (ESAVI) contra COVID-19 em Minas Gerais. Método: Estudo ecológico com dados de notificações do sistema e-SUS Notifica e de doses aplicadas do Programa Nacional de Imunizações em 2021. As incidências de notificações e eventos foram calculadas por 100.000 doses aplicadas. Realizou-se análise descritiva dos casos. A distribuição espacial foi representada por mapa coroplético classificado pelo método de Jenks, e a dependência espacial foi avaliada pelo Índice Global de Moran, análise local de autocorrelação espacial (LISA) e estatística Getis-Ord Gi*. Resultados: Entre 23.462 notificações em 625 municípios, predominaram mulheres e adultos de 30-49 anos. Cefaleia, febre e mialgia foram os eventos mais frequentes, majoritariamente não graves. A incidência foi de 73,45 notificações e 160,61 eventos por 100.000 doses aplicadas. A maioria dos municípios (60,73%) apresentou incidência entre 1 e 308 eventos por 100.000 doses. Observou-se autocorrelação espacial significativa (I = 0,0625; p < 0,001), com 20 clusters de alta incidência e 40 hotspots, indicando concentração espacial de eventos. Conclusão: A incidência de ESAVI/COVID-19 foi espacialmente heterogênea em Minas Gerais, e a análise espacial das notificações pode fortalecer a farmacovigilância no estado.

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Publicado

29-05-2026

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Artigos

Como Citar

LIMA, Kadja Emanuelle Emanuelle Monteiro; GALO, Vittória de Campos; LANZA, Victória Bicalho; SILVA, Marcela Emanuelly; BRITO, Isabele Masson de; NASCIMENTO, Ana Laura Silva; RODRIGUES, Dennis de Oliveira; DIAS, Livia Maris Ribeiro Paranaiba; NASCIMENTO, Murilo César do. DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL E CLUSTERS DE INCIDÊNCIA DE EVENTOS SUPOSTAMENTE ATRIBUÍVEIS À VACINAÇÃO OU IMUNIZAÇÃO CONTRA COVID-19 EM MINAS GERAIS, BRASIL. Hygeia - Revista Brasileira de Geografia Médica e da Saúde, Uberlândia, v. 22, p. e2221, 2026. DOI: 10.14393/Hygeia2276157. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/hygeia/article/view/76157. Acesso em: 4 jun. 2026.