INIQUIDADES EM SAÚDE: UM OLHAR DO HU-UFGD PARA A SAÚDE NA RESERVA INDÍGENA DE DOURADOS-MS (RID)

Autores

  • Naara Siqueira Aragão Universidade Federal da Grande Dourados
  • Alexandre Bergamin Vieira Universidade Federal da Grande Dourados

DOI:

https://doi.org/10.14393/Hygeia64210

Palavras-chave:

Exclusão Social, Iniquidades em Saúde, Reserva Indígena de Dourados

Resumo

Atualmente no Brasil, há pouca produção sistemática acerca do peso da dimensão étnicoracial na expressão diferenciada dos agravos à saúde. No cotidiano, minorias vivenciam situações de exclusão, marginalidade e discriminação que as expõem a uma maior vulnerabilidade frente aos agravos à saúde. Este texto busca compreender a situação dos indígenas moradores na Reserva Indígena de Dourados-MS, a partir do Hospital Universitário da UFGD, onde índices de morbidade e mortalidade são mais elevados do que os registrados em nível nacional; fome e desnutrição, riscos ocupacionais e violência social são apenas alguns dos múltiplos reflexos sobre a saúde decorrentes da persistência da desigualdade. A pesquisa foi realizada no HU-UFGD com os pacientes indígenas internados e/ou seus acompanhantes, com um questionário semiestruturado com objetivo de entender a relação espacial com o processo saúde-doença dos mesmos. Os resultados revelaram que todos os pacientes indígenas apresentaram patologias que se relacionam ao seu espaço, cujas doenças infectocontagiosas e sociais prevalecem com índices elevados, em contraposição aos dados epidemiológicos nacional e local, demonstrando as diferentes formas de iniquidades em saúde a que população indígena está submetida. 

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Publicado

18-02-2022

Como Citar

ARAGÃO, N. S.; BERGAMIN VIEIRA, A. INIQUIDADES EM SAÚDE: UM OLHAR DO HU-UFGD PARA A SAÚDE NA RESERVA INDÍGENA DE DOURADOS-MS (RID). Hygeia - Revista Brasileira de Geografia Médica e da Saúde, [S. l.], p. 46–60, 2022. DOI: 10.14393/Hygeia64210. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/hygeia/article/view/64210. Acesso em: 5 dez. 2022.