A MENINGITE CRIPTOCÓCICA: ANALISE ESPACIAL, EPIDEMIOLOGIA E FATORES DE RISCO NO ESTADO DO PARÁ, AMAZÔNIA ORIENTAL BRASILEIRA

Autores

  • Rosendo Souza Barata Especialista em Gestão de Emergência em saúde pública, PROADI-SUS Hospital Sírio-Libanês, Universidade Federal do Pará, Hospital Universitário "João de Barros Barreto", Belém, Pará, Brasil
  • Carla Maria Vieira PROADI-SUS Hospital Sírio- Libanês
  • Rafael Aleixo Coelho de Oliveira Departamento de Saúde Comunitária, Laboratório de Epidemiologia e Geoprocessamento, Belém, Pará, Brasil.
  • Juan Andrade Guedes Especialista em saúde coletiva. Universidade Federal do Pará, Universidade Federal Rural da Amazônia
  • Nelson Veiga Gonçalves Universidade do Estado do Pará, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde

DOI:

https://doi.org/10.14393/Hygeia16053641

Palavras-chave:

Cryptococcus, Epidemiologia, Distribuição espacial

Resumo

A meningite Criptocócica é uma doença fúngica invasiva causada pelo fungo Cryptococcus e produz infecções em hospedeiros susceptíveis tais como os portadores de HIV, além de indivíduos sem deficiência imunológica aparente, sendo um grande problema de saúde pública na atualidade. Este estudo transversal e ecológico tem como objetivo traçar o perfil epidemiológico e espacial da meningite criptocócica no estado do Pará entre 2014 a 2018. Os dados dos pacientes foram obtidos em prontuários em um hospital de referência em infectologia no estado do Pará e analisados com técnicas estatísticas e espaciais em saúde. O perfil dos indivíduos foi do gênero masculino (64,3%), adultos entre 19 e 59 anos (87%), ensino fundamental (55,7%), autônomos (26,1%), atividades agrícolas (13,9%), sendo os principais sintomas a síndrome meníngea (45,2%) e cefaleia (81,7%). O fator de risco significativo foi à imunossupressão por HIV (57,4%) e taxa de óbitos (40%). A distribuição espacial demonstrou que os maiores índices da doença foram encontradas na mesorregião metropolitana de Belém com 68,7% e o nordeste paraense com 22,6%, devido a facilidade de acesso dos mesmos ao centro de referência especializado, tal situação aponta para necessidade de estudos contínuos que documentem a progressão da distribuição espacial e a prevalência da doença fúngica e/ou associação com outras patologias na área de estudo para um maior controle e tratamento.  

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Publicado

2020-07-13

Como Citar

BARATA, R. S.; VIEIRA, C. M.; OLIVEIRA , R. A. C. de; GUEDES, J. A. .; GONÇALVES, N. V. A MENINGITE CRIPTOCÓCICA: ANALISE ESPACIAL, EPIDEMIOLOGIA E FATORES DE RISCO NO ESTADO DO PARÁ, AMAZÔNIA ORIENTAL BRASILEIRA. Hygeia - Revista Brasileira de Geografia Médica e da Saúde, [S. l.], v. 16, p. 74–83, 2020. DOI: 10.14393/Hygeia16053641. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/hygeia/article/view/53641. Acesso em: 15 ago. 2022.

Edição

Seção

Artigos