GEOPROCESSAMENTO APLICADO À EPIDEMIOLOGIA DA LEISHMANIOSE VISCERAL

Autores

  • Natália Trindade Azevedo Marques Residente em Zoonoses e Saúde Pública
  • Vitória Machado Neres Gonçalves Residente em Zoonoses e Saúde Pública
  • Cristiane Barbosa de Almeida Residente em Zoonoses e Saúde Pública
  • Marina Luiza Franco Residente em Zoonoses e Saúde Pública
  • Juliana Arena Galhardo Docente

DOI:

https://doi.org/10.14393/Hygeia132613

Resumo

Desde 2002 a cidade de Campo Grande-MS entrou no ciclo de urbanização da leishmaniose visceral humana (LVA) e canina. Com o objetivo de incrementar as estratégias de controle da doença, realizou-se a análise da incidência da LV nos bairros de Campo Grande nos anos de 2007 a 2011 utilizando ferramentas de análise espacial. Para a construção do indicador foram utilizados os dados de incidência absoluta do DATASUS e da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul, e dados populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Para a determinação da relação espacial entre bairros e das áreas de vulnerabilidade para LVA foi construído um sistema de informação geográfica utilizando as incidências relativas por bairro/ano. De 2007 a 2011, foram notificados 632 casos de LV, com média de 126,4 casos/ano. A incidência/10.000hab variou de zero a 11,2 e apenas 13,5% (10/74) dos bairros não apresentaram casos. Dos 74 bairros, oito foram classificados como áreas de maiores incidências, variando de 6,1/10.000 hab. a 11,22/10.000 habitantes, e cinco destes são vizinhos a bairros de incidência nula e/ou baixa, demonstrando que a utilização de métodos descritivos associados ao geoprocessamento auxilia no planejamento de ações de controle da doença em nossa realidade.

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Publicado

2017-12-07

Como Citar

TRINDADE AZEVEDO MARQUES, N.; MACHADO NERES GONÇALVES, V.; BARBOSA DE ALMEIDA, C.; LUIZA FRANCO, M.; ARENA GALHARDO, J. GEOPROCESSAMENTO APLICADO À EPIDEMIOLOGIA DA LEISHMANIOSE VISCERAL. Hygeia - Revista Brasileira de Geografia Médica e da Saúde, [S. l.], v. 13, n. 26, p. 156–165, 2017. DOI: 10.14393/Hygeia132613. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/hygeia/article/view/39735. Acesso em: 13 ago. 2022.

Edição

Seção

Artigos