MAGNITUDE, TENDÊNCIA E ESPACIALIZAÇÃO DA HANSENÍASE EM MENORES DE 15 ANOS NO ESTADO DA BAHIA, COM ENFOQUE EM ÁREAS DE RISCO: UM ESTUDO ECOLÓGICO

Autores

  • Carlos Souza Professor da Universidade Federal do Vale do São Francisco e da Faculdade São Francisco de Juazeiro
  • Mércia Rodrigues

Palavras-chave:

Hanseniase, menor de 15 anos, espacialização.

Resumo

Objetivo: analisar a magnitude, a tendência e a espacialização da hanseníase em menores de 15 anos, com enfoque em áreas de risco, no estado da Bahia. Metodologia: Estudo ecológico, envolvendo todos os casos novos de hanseníase em menores de 15 anos, diagnosticados no estado da Bahia. Utilizou-se de dados secundário obtidos do Sistema Nacional de Agravos Notificáveis. Em seguida, os dados foram analisados estatisticamente utilizando os softwares livres R e Terra View. Os índices Global e Local de Moran foram calculados. Resultados: A tendência de redução da carga da doença não é significativa (p>0.05). Foram diagnosticados 594 casos da doença no período estudado. A classificação operacional predominante foi a paucibacilar (61,4%) e a idade mais acometida foi entre 10 e 14 anos (68,7%). Na distribuição espacial, foi evidenciado que cinco municípios concentram 42,42% dos casos diagnosticados no período. O índice de Moran Global calculado indica a existência de dependência espacial positiva. O Box Map do índice Local de Moran calculado demonstra que 46 municípios são considerados prioritários. Conclusão: A hanseníase em menores de 15 anos ainda é um grave problema de saúde pública no estado da Bahia. E mais, a doença segue um padrão de agregado espacial, estando concentrada em regiões específicas do estado. Sugere-se que existam bolsões de sub-registro da doença.

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Publicado

2015-07-27

Como Citar

SOUZA, C.; RODRIGUES, M. MAGNITUDE, TENDÊNCIA E ESPACIALIZAÇÃO DA HANSENÍASE EM MENORES DE 15 ANOS NO ESTADO DA BAHIA, COM ENFOQUE EM ÁREAS DE RISCO: UM ESTUDO ECOLÓGICO. Hygeia - Revista Brasileira de Geografia Médica e da Saúde, [S. l.], v. 11, n. 20, p. 201–212, 2015. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/hygeia/article/view/28914. Acesso em: 29 maio. 2022.

Edição

Seção

Artigos