“É preciso estar atento e forte”: a trajetória tropicalista de Gal Costa
DOI:
https://doi.org/10.14393/artc-v27-n51-2025-82652Palavras-chave:
Gal Costa, Tropicalismo musical, ditadura militarResumo
O artigo tem por objetivo analisar a trajetória e contribuição particular da cantora Gal Costa ao movimento tropicalista, destacando os principais componentes estéticos e visuais do fenômeno que foram incorporados pela intérprete. Após ter iniciado sua carreira adotando uma identidade artística atrelada à Bossa Nova, a cantora visualizou no repertório tropicalista a oportunidade de realizar uma mudança radical em sua trajetória. Tal transformação projetou a cantora no mercado musical e na mídia do período, estabelecendo-a como “musa do tropicalismo”. A conduta musical e comportamental que a cantora empregou conformou também uma prática de resistência aos valores que eram perpetrados pela ditadura militar brasileira. Para investigarmos essas configurações, nos detemos especificamente entre 1968 e 1969, momento em que Gal se vinculou ao grupo tropicalista e efetuou essa mudança estética que obteve repercussão significativa na imprensa. Analisamos sua participação no disco Tropicália ou Panis et circensis (Philips/1968), a apresentação de “Divino, maravilhoso” no IV Festival da TV Record e seu primeiro disco solo, Gal Costa (Philips/1969), além de cotejar as matérias da imprensa que trataram da cantora e seu repertório.
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