Para uma história cultural do teatro

Autores

  • Edélcio Mostaço

DOI:

https://doi.org/10.14393/ArtC-V20n36-2018-1-13

Resumo

Há um crescente interesse pelo teatro entre historiadores e outras formações profi ssionais na área de ciências humanas e de letras, o que pode ser constatado em vários trabalhos recentes voltados a essa direção. Todavia, tal como ocorre com outras searas sobre as quais apenas recentemente começam a se manifestar os historiadores — tais como a biologia, a tecnologia, os fósseis, a moda, a aeronáutica, entre outros —, inúmeros e preocupantes desconhecimentos sobre a natureza dos objetos eleitos podem levar de roldão a empreitada.

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Biografia do Autor

Edélcio Mostaço

Doutor em Artes Cênicas pela Universidade de São Paulo (USP). Professor do Departamento de Artes Cênicas e do Programa de Pós-graduação em Teatro da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Pesquisador do CNPq. Autor, entre outros livros, de Teatro e política: Arena, Ofi cina e Opinião. 2. ed. São Paulo: Annablume, 2016.

Referências

* Este texto, aqui apresentado

em primeira mão, corresponde

a um capítulo homônimo do

livro acima mencionado, a ser

lançado brevemente.

Ver VEYNE, Paul. Como se escreve

a história. Brasília: Editora

UnB, 1998.

BURKE, Peter. Variedades de

história cultural. Rio de Janeiro:

Civilização Brasileira, 2006,

p. 267.

As obras específicas aqui

referidas são FOUCAULT,

Michel. As palavras e as coisas.

São Paulo: Martins Fontes,

, e CERTEAU, Michel de. A

escrita da história. Rio de Janeiro:

Forense, 2006.

Para um amplo panorama e

suas múltiplas implicações, ver

MOSTA

uma história cultural do teatro.

Florianópolis-Jaraguá do Sul:

Design, 2010.

Ver VEINSTEIN, André. La

mise en scène théâtrale et sa

condition esthetique. Paris: Flammarion,

Para pormenores sobre tais

processos, datas e fi guras relevantes

que nele tomaram parte,

ver NAGLER, Alois Maria. A

source book in theatrical history.

New York: Dover Publications,

A passagem do texto

teatral oral ao escrito foi objeto

de vários estudos, entre outros,

CHARTIER, Roger. Do palco à

página. Rio de Janeiro: Casa da

Palavra, 2002, e Cardenio entre

Cervantes e Shakespeare. Rio de

Janeiro: Civilização Brasileira,

Os contratos para as

representações foram estabelecidos

um a um, entre autores

e donos de companhias, mas

geraram inúmeros contratempos.

A Sociedade de Autores

e Compositores Dramáticos

surge em Paris, em 1829, na

esteira de reorganização da

sociedade após sucumbir o

Código Napoleônico.

Tanto o papel como a função

que dramaturgos e o teatro

exerceram nas sociedades europeias

ao longo do século XIX

estão minuciosamente estudados

em CHARLE, Christophe.

A gênese da sociedade do espetáculo:

teatro em Paris, Berlim,

Londres, Viena. São Paulo:

Companhia das Letras, 2012.

Os processos de disputa artística

entre as várias expressividades

se inicia após 1895

de um ponto de vista

cultural com grande efi ciência

por GAY, Peter. Modernismo, o

fascínio da heresia: de Baudelaire

a Beckett e mais um pouco. São

Paulo: Companhia das Letras,

Há grande bibliografi a sobre

o assunto, e remeto apenas a

alguns títulos considerados

clássicos nesse domínio: DORT,

Bernard. A encenação, uma

nova era? e A condição sociológica

da encenação teatral. In: O

teatro e sua realidade. São Paulo:

Perspectiva, 1977; ROUBINE,

Jean-Jacques. A linguagem da

encenação teatral

Rio de Janeiro: Jorge Zahar,

; ABENSOUR, Gérard.

Meyerhold, ou a invenção da encenação.

São Paulo: Perspectiva,

; COLE, Toby; CHINOY,

Helen Krich. Directors on directing:

a source book of the

modern theatre. London: Peter

Owen/Vision Press, 1964, e

BOISSON, Bénédicte, FOLCO,

Alice e MARTINEZ, Ariane.

La mise en scène théâtrale de

à nos jours. Paris: Presses

Universitaires de France, 2010.

Um aprofundamento relativo

à atuação de Stanislávski e

Craig pode ser encontrado em

capítulo mais à frente.

A noção de semiosfera está

associada a Iuri Lotman e seus

discípulos reunidos na chamada

Escola de Tartu, Rússia, que

redimensionaram a semiótica

segundo padrões sociais e

culturais mais amplos, vislumbrando

sistemas interconectados

em rede. Ver LOTMAN,

Iuri. La semiosfera. 3 v. Madrid:

Taurus, 1993.

Ver SCHECHNER, Richard.

Performance studies: an introduction.

London/New York:

Routledge, 2007.

Ver WATSON, Jack and McKERNIE,

Grant. A cultural history

of theatre. New York: Longman,

Ver SCHECHNER, Richard.

Performance studies: an introduction,

op. cit.

Ver WILSON, Edwin; GOLDFARB,

Alvin. Living theatre: a

history of theatre. New York:

McGraw-Hill, 2004.

DE MARINIS, Marco. Capire il

teatro: lineamenti di una nuova

teatrologia. Firenze: La Casa

Husher, 1988. Há tradução em

espanhol: Compreender el teatro,

lineamentos de una nueva teatrologia.

Buenos Aires: Galerna,

Ver FISCHER-LICHTE, Erika.

The show and the gaze of theatre:

a european perspective. Iowa:

University of Iowa Press, 1997.

Para uma verifi cação das qualidades

da performance, ver Estética

de lo performativo. Madrid:

Abada, 2011.

FISCHER-LICHTE, Erika.

Estética de lo performativo, op. cit.

Ver VILLEGAS, Juan. História

multicultural del teatro y las

teatralidades en América Latina.

Buenos Aires: Galerna, 2005.

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Publicado

2018-10-22

Como Citar

Mostaço, E. (2018). Para uma história cultural do teatro. Artcultura, 20(36). https://doi.org/10.14393/ArtC-V20n36-2018-1-13

Edição

Seção

Primeira mão