A grande arte de desaparecer: Rubem Fonseca e os documentários do Ipês

Autores

  • Ricardo Lísias

DOI:

https://doi.org/10.14393/ArtC-V19n35-2017-2-04

Resumo

Nos anos que antecederam o golpe militar de 1964, o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (Ipês) realizou diversas atividades de propaganda com o intuito de desestabilizar o governo de João Goulart e com isso ajudar no estabelecimento de condições que possibilitariam a ruptura democrática. Entre as atividades do instituto estava o financiamento, supervisão de criação e distribuição de uma série de documentários que, exibidos no país inteiro, tinham como intenção propagar a ideologia liberal e, ao mesmo tempo, fortalecer as correntes que queriam, a qualquer custo, a saída de Goulart. A autoria dos roteiros desses documentários é controversa: alguns pesquisadores a atribuem ao escritor Rubem Fonseca, apoiados em alguns documentos e testemunhos, enquanto outros recusam essa hipótese. Algo ainda não realizado é a comparação formal entre os documentários e a obra que Fonseca produziu nesse período. Este ensaio esboça, nos seus limites, uma comparação.

Palavras-chave: golpe de 1964; Ipês; Rubem Fonseca.

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Biografia do Autor

Ricardo Lísias

Doutor em Literatura Brasileira pela Universidade de São Paulo (USP). Pós-doutorando na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Autor, entre outros livros, de A vista particular. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2016.

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Publicado

2017-12-20

Como Citar

Lísias, R. (2017). A grande arte de desaparecer: Rubem Fonseca e os documentários do Ipês. Artcultura, 19(35). https://doi.org/10.14393/ArtC-V19n35-2017-2-04

Edição

Seção

Dossiê História & Literatura