A folclorização do samba carioca: memória, história e identidade

Autores

  • Tânia da Costa Garcia

DOI:

https://doi.org/10.14393/ArtC-V19n34-2017-1-04

Resumo

Em nações mais novas, como as americanas, paralelamente ao repertório popular-rural definido como folclore nacional, a música popular urbana difundida pelos meios de comunicação, passou a disputar espaço entre os elementos formadores da nacionalidade. Para sua legitimação como representação do nacional, foi preciso folclorizála, inventar-lhe uma tradição. Este artigo analisa como se processou no Brasil, em três momento do século XX, essa operação de consagração do samba carioca como símbolo de brasilidade. Inicialmente, de maneira menos programática, pelos memorialistas na década de 1930; em seguida, entre os anos 1940 e 1950, pela formalização do discurso de preservação e nacionalização do passado musical carioca, com os militantes da tradição; e, finalmente, nas décadas de 1970 e 1980, com o Departamento de Música Popular da Funarte, durante a gestão de Hermínio Bello de Carvalho, o samba é chancelado oficialmente como expressaão da cultura brasileira.

Palavras-chave: música popular urbana; folclorização; samba carioca.

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Biografia do Autor

Tânia da Costa Garcia

Livre-docente em História pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp-Franca). Doutora em História pela Universidade de São Paulo (USP). Professora do Departamento de História e do Programa de Pós-graduação em História da Unesp- Franca. Autora, entre outros livros, de O it verde e amarelo de Carmen Miranda (1930-1946). São Paulo: Annablume/Fapesp, 2004.

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Publicado

2017-10-03

Como Citar

Garcia, T. da C. (2017). A folclorização do samba carioca: memória, história e identidade. Artcultura, 19(34). https://doi.org/10.14393/ArtC-V19n34-2017-1-04

Edição

Seção

Dossiê: Música folclórica: entre o campo e a cidade