Poder, corrupção e desilusão

o espaço e a espacialidade da linguagem no conto O Elevador, de João Melo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14393/TES-v3n1-2020-56119

Palavras-chave:

Espaço, Poder, Violência, Desilusão

Resumo

O presente trabalho pretende analisar as representações espaciais e a espacialidade da linguagem no conto O Elevador, mostrando como esse elemento reflete processos de violência, desilusão e resistência. Para tal, evidenciaremos como o conto é estruturado e como o espaço e as paisagens apresentadas demarcam o espaço luandense. A partir da análise do espaço e de suas implicações na construção dos personagens teremos uma perspectiva da representação da crise na fictícia, muito tributária da real, tornando evidente a representação de uma sociedade que vive os impactos da guerra, do neocolonialismo e do capitalismo.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Renata Cristine Gomes de Souza, UFF

Renata Cristine Gomes de Souza é doutoranda em Literatura Comparada na Universidade Federal Fluminense, cursou mestrado em Estudos de Literatura na Universidade Federal Fluminense graduação em Letras Português/Literatura pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e pela Universidade de Coimbra. Seus principais interesses transitam entre Literaturas Africanas de língua portuguesa, Literatura Brasileira, Literaturas Comparadas, Estudos Decoloniais, Estudos Culturais e Ciências Sociais.

Referências

MELO, João. Filhos da Pátria. Luanda: Editorial Nizila, 2001.

Demais referências bibliográficas

AZEVEDO, Ricardo Marques de. Metrópole: abstração. São Paulo: Perspectiva, 2006.

BORGES FILHO, Ozíris. “Espaço e literatura: introdução à topoanálise”. Anais da Abralic. São Paulo, 2008.

BAUMAN, Zygmunt. Comunidade: a busca por segurança no mundo atual. Tradução de Plínio Dentzien. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003.

KI-ZERBO, Joseph. Para quando a África?: entrevista com René Holenstein. Tradução de Carlos Aboim de Brito. Rio de Janeiro: Pallas, 2009.

MANTOLVANI, Rosangela Manhas. A Pátria de João Melo: Um Estado multicultural. São Paulo: Revista Crioula, s/p 2007.

MARQUES, Rafel. In: MANTOVANI, Melina. Rafael Marques acusa figuras do Estado de Angola de branqueamento de capitais. Disponível em < http://www.dw.de/rafael-marques-acusa-figurasdo-estado-de-angola-de-branqueamento-de-capitais/a-16103515> 17/07/2012. Data de acesso. 28/12/2013

MATTOS, Marcelo Brandão. A geração da distopia: representações da angolanidade na ficção contemporânea. Tese (Doutorado em Literatura Comparada). Instituto de Letras, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2013.

MOREIRA, Ruy. Espaço, corpo do tempo: A construção geográfica da cidade. Rio de Janeiro: Consequência Editora, 2019.

RIBEIRO. Margarida Calafate. “Um desafio a partir do Sul: uma história de literatura outra”. In: CALAFATE, Margarida Ribeiro. PADILHA, Laura Cavalcante. Lendo Angola. Porto: Edições Afrontamento, 2008a, p. 177-191.

RIBEIRO. Roberto Carlos. Resenha: Filhos da pátria. Letras de Hoje, Porto Alegre, v. 43, n. 4, p. 99-112, out./dez. 2008.

Downloads

Publicado

2020-12-02

Como Citar

CRISTINE GOMES DE SOUZA, R. Poder, corrupção e desilusão: o espaço e a espacialidade da linguagem no conto O Elevador, de João Melo. Téssera, [S. l.], v. 3, n. 1, p. 130–143, 2020. DOI: 10.14393/TES-v3n1-2020-56119. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/tessera/article/view/56119. Acesso em: 20 maio. 2024.