O capital estético das pinturas e o valor justo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14393/par-v6n2-2021-63054

Palavras-chave:

Capital estético, Valor de intangíveis, Valor da pintura, Valor justo

Resumo

Este estudo discorre acerca dos critérios de valoração das pinturas, consideradas obras de arte, pelo aspecto contábil, especialmente quanto as normas internacionais de contabilidade e comparou com os critérios aplicados por artistas pintores e gestores de galerias. Teve o objetivo confrontar os critérios contábeis do regramento CPC46/2012 (CPC46, 2020b) de valor justo à uma amostra de operadores do mercado de pintura do estado do Rio Grande do Sul. Por se tratar de uma pesquisa qualitativa e exploratória mesmo com amostra reduzida, os achados permitiram trazer à tona a discussão sobre a distinção de critérios, gerando contribuição ao tema da valoração econômica da arte. Também permitiu uma proposição de nova categoria: o capital estético.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Mauro Evandro de Souza Negruni, Universidade Feevale – RS – Brasil

Mary Sandra Guerra Ashton, Universidade Feevale – RS – Brasil

Referências

ALMEIDA, Ana Luísa de Castro. Uma reflexão sobre a tangibilidade da reputação. In ZANINI, Marco Tulio; MIGUELES, Carmen (Orgs.). Gestão integrada de ativos intangíveis. São Paulo: Saraiva, 2017, pp. 136-159.

ANTUNES, Maria Thereza Pompa; SILVA, Cavalcante Pires da; SAIKI, Tatiana Galo Evidenciação dos Ativos Intangíveis (Capital Intelectual) por empresas brasileiras à luz da Lei 11.638/07. In: XVI CONGRESSO BRASILEIRO DE CUSTOS, 16., 2009, Fortaleza - Ceará, Brasil, Anais [...]. Fortaleza, 03 a 05 de novembro de 2009.

BACHELARD, Gaston. A intuição do instante. Campinas: Verus, 2007.

BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011.

BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era da reprodutibilidade técnica. Porto Alegre: L&PM, 2013.

BOAS, Franz. Arte primitiva. Petrópolis: Ed. Vozes, 2014.

BOURDIEU, Pierre. A economia das trocas simbólicas. São Paulo: Perspectiva, 2015.

BOURDIEU, Pierre. A produção da crença. Porto Alegre: Zouk, 2018.

BRASIL. Lei nº 11.638, de 28 de dezembro de 2007. Brasília: Palácio do Planalto, 2007.

Disponível em: http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/LEIS/_Lei-principal.htm. Acesso em: 05 mai. 2020.

BRASIL. Lei nº 11.941, 27 de maio de 2009. Brasília: Palácio do Planalto, 2009. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/LEIS/_Lei-principal.htm. Acesso em: 05 mai. 2020.

CATTY, James P. IFRS Guia de Aplicação do Valor Justo. Porto Alegre: Bookman, 2013.

CPC. CPC 04 (R1) – Ativo intangível. Brasília: Comitê de Pronunciamentos Contábeis, 2012a. Disponível em: http://www.cpc.org.br/CPC. Acesso em 05 mai. 2020a.

CPC. CPC 46 – Mensuração do valor justo. Brasília: Comitê de Pronunciamentos Contábeis, 2012b. Pronunciamentos. Disponível em: http://www.cpc.org.br/CPC. Acesso em 05 mai. 2020b.

DANTAS, Inácio. Depreciação, Amortização e Exaustão do Ativo Imobilizado/Intangível: Contabilidade societária & fiscal. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 2016.

DE BRITO, Renata Peregrino; BRITO, Luiz Artur Ledur. Vantagem competitiva e sua relação com o desempenho: uma abordagem baseada em valor. RAC – Revista de Administração Contemporânea, v. 16, n. 3, 2012, pp. 360-380. Disponível em: https://rac.anpad.org.br/index.php/rac/article/view/937. Acesso em: 13 abr. 2020.

DRUCKER, Peter. Administrando para o futuro. São Paulo: Enio Matheus Guazelli, 1992.

EDVINSSON, Leif; MALONE, Michael S. Capital intelectual. São Paulo: Makron Books, 1998.

FISCHER, Ernst. A necessidade da arte. Rio de Janeiro: LTC, 2015.

Estudos e pesquisas: Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil. Rio de Janeiro: FIRJAN, 2019. Disponível em: https://www.firjan.com.br/EconomiaCriativa/downloads/MapeamentoIndustriaCriativa.pdf. Acesso em: 02 nov. 2019.

FLORIDA, Richard. A ascensão da classe criativa. Porto Alegre: L&PM Editores, 2011.

GARDNER, Howard. O verdadeiro, o belo e o bom. Rio de Janeiro: Objetiva, 1999.

GIL, Antônio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. São Paulo: Atlas, 2008.

GOMBRICH, Ernst Hans. A História da Arte. Rio de Janeiro: LTC, 2013.

GORZ, André. O Imaterial. São Paulo: Annablume, 2005.

HANLIN JR., William; CLAYWELL, Richard. A abordagem de Mercado. CATTY, James (Org.). IFRS Guia de Aplicação do Valor Justo. Porto Alegre: Bookman, 2013.

HÉNAULT, Anne. História concisa da semiótica. São Paulo: Parábola Editorial, 2009.

HENDRIKSEN, Eldon; BREDA, Michael Van. Teoria da Contabilidade. São Paulo: Atlas, 2015.

HUBBARD, Douglas W. Como mensurar qualquer coisa: encontrando o valor do que é intangível nos negócios. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2015.

KING, Alfred. Conceitos de valor justo. CATTY, James (Org.). IFRS Guia de Aplicação do Valor Justo. Porto Alegre: Bookman, 2013, pp. 11-27.

LACOMBE, Francisco José Masset; RIBEIRO, Osiris Mendes. Gestão e Controle do Patrimônio: A contabilidade aplicada. São Paulo: Saraiva, 2013.

MAFFESOLI, Michel. O Mistério da Conjunção. Porto Alegre: Sulina, 2009.

PASTORE, José. O Papel da Cultura na Economia do Brasil. In: FÓRUM SOBRE INVESTIMENTO SOCIAL PRIVADO EM CULTURA. Palestra [...]. Gramado: FIERGS, 2008.

PIMENTEL, Luiz Otávio. Direito industrial: as funções do direito de patentes. São Paulo: Síntese, 1999.

PRODANOV, Cleber Cristiano; FREITAS, Ernani Cesar de. Metodologia do trabalho científico [recurso eletrônico]: métodos e técnicas da pesquisa e do trabalho acadêmico. Novo Hamburgo: Feevale, 2013.

RIBEIRO, Osni Moura; COELHO, Juliana Moura Ribeiro. Princípios de Contabilidade Comentados. São Paulo: Saraiva, 2014.

SILVA, Mariana Estellita Lins. A documentação museológica e os novos paradigmas da arte contemporânea. Revista Museologia & Interdisciplinaridade. V. 3, n. 5, pp. 185-192, mai./jun. 2014.

VASCONCELOS, Tiago; FORTE, Denis; BASSO, Leonardo F.C. O impacto de intangíveis de empresas alemãs, inglesas e portuguesas: de 1999 a 2016. Revista de Administração Mackenzie, v. 20, n. 4, 2019.

YANASE, João. Custos e Formação de Preços: importante ferramenta para tomada de decisões. São Paulo: Trevisan, 2018.

ZANELLA, Liane Carly Hermes. Metodologia de estudo e de pesquisa em administração. Florianópolis: Departamento de Ciências da Administração / UFSC; CAPES: UAB, 2009.

ZANINI, Marco Tulio; MIGUELES, Carmen. Gestão integrada de ativos intangíveis. São Paulo: Saraiva, 2017, pp. 54-80.

Publicado

2021-12-23

Como Citar

Negruni, M. E. de S., & Ashton, M. S. G. . (2021). O capital estético das pinturas e o valor justo . Paradoxos, 6(2), 289–305. https://doi.org/10.14393/par-v6n2-2021-63054